Formação

CondutaResidente

DPOC no adulto: diagnóstico, estadiamento e manejo da exacerbação não-crítica

Preparo

  • Oxigenoterapia domiciliar prolongada na DPOC: indicação por gasometria e reavaliação
  • Classificação GOLD ABE e escolha inicial de terapia farmacológica
  • VNI na exacerbação da DPOC: indicação, interface e monitorização de sinais precoces de falha
  • Insuficiência respiratória tipo I versus tipo II: a classificação que decide a estratégia de oxigênio
Paciente
Homem, 64 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana
Em uso de
losartana 50 mg/dia para hipertensão
Fatores de risco
tabagismo atual, 38 anos-maço, sem sucesso em tentativas prévias de cessação, exposição ocupacional prolongada à poluição do trânsito urbano como motorista de ônibus por décadas
Contexto: motorista de ônibus aposentado, mora com a esposa; renda familiar depende também da pensão dela
Cenário
Ambulatório de Clínica Médica de Unidade Básica de Saúde, com acompanhamento longitudinal ao longo de meses, um atendimento de urgência por exacerbação e uma internação hospitalar por exacerbação com necessidade de suporte ventilatório · consultas de acompanhamento ambulatorial — diagnóstico, estadiamento e escolha de terapia de manutenção — intercaladas por uma exacerbação atendida em UPA que evolui para internação hospitalarRecursos disponíveis: espirometria com prova broncodilatadora, questionários CAT (CAAT™) e mMRC, broncodilatadores de curta duração (SABA, SAMA) e de longa duração (LABA, LAMA), corticoide sistêmico oral, antibioticoterapia empírica, oxigenoterapia titulável (cateter nasal, máscara de Venturi), gasometria arterial, ventilação não-invasiva, encaminhamento para reabilitação pulmonar e programa de cessação do tabagismo
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Confirmar o diagnóstico de DPOC com espirometria pós-broncodilatador (relação VEF1/CVF < 0,7), reconhecendo quando um resultado limítrofe exige confirmação em vez de diagnóstico ou descarte imediato.
  • • Estadiar a doença pela ferramenta combinada ABE (sintoma + histórico de exacerbação), classificando corretamente no grupo A/B/E e escolhendo a terapia de manutenção inicial correspondente.
  • • Reconhecer e conduzir uma exacerbação não-crítica, decidindo a indicação real de corticoide sistêmico (dose e duração) e de antibiótico, sem prolongar cursos além do recomendado.
  • • Titular a oxigenoterapia durante a exacerbação evitando tanto a hipoxemia não tratada quanto a hipercapnia por oxigênio não controlado.
  • • Reconhecer os critérios clínicos e gasométricos que definem falência ventilatória e indicam suporte ventilatório, e os critérios gasométricos que indicam oxigenoterapia domiciliar prolongada após estabilização.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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