Formação

Simulação clínica sequencialResidente

SCA sem supra de alto risco: quando levar ao cateterismo

Preparo

  • Eletrocardiograma: interpretação sistemática e padrões de alto risco
  • Prevenção secundária e reabilitação cardiovascular pós-evento
  • Decisão de revascularização: percutânea, cirúrgica e heart team

Estruturas do Atlas: 1

Paciente
Homem, 67 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica em uso irregular de medicação, diabetes mellitus tipo 2 em uso de insulina e metformina, HbA1c recente elevada, dislipidemia, doença arterial coronariana conhecida (stent farmacológico em descendente anterior há 3 anos), obesidade grau I
Em uso de
insulina (esquema basal-bolus), metformina, clopidogrel suspenso por conta própria há aproximadamente 1 ano (não-adesão), anti-hipertensivo em uso irregular
Fatores de risco
tabagismo pesado prévio, 40 maços-ano, cessou há 5 anos, obesidade grau I, sedentarismo, diabetes mellitus tipo 2 com controle glicêmico inadequado (HbA1c recente elevada), doença arterial coronariana conhecida com histórico de não-adesão à dupla antiagregação plaquetária prescrita após o stent
Contexto: Aposentado, mora com a esposa. Atrasou cerca de 2 dias a procura por atendimento: desconforto torácico intermitente que ele mesmo atribuía a 'gastrite', só veio ao PS quando o desconforto passou a ocorrer também em repouso, à noite.
Cenário
PS · emergênciaRecursos disponíveis: pronto-socorro terciário com hemodinâmica própria 24 horas (sem barreira logística de transferência), ECG de 12 derivações seriado, troponina de alta sensibilidade com protocolo de dosagem seriada (0/1h, 0/2h ou 0/3h conforme o ensaio disponível), monitorização contínua/telemetria, ecocardiograma transtorácico à beira-leito, heart-team acionável (intervencionista + cirurgia cardíaca) para lesão de tronco/multiarterial, UTI cardiológica
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 5/5Ambiguidade 5/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que a ausência de supradesnivelamento do segmento ST não exclui SCA de alto risco, mantendo o mesmo rigor diagnóstico inicial (ECG seriado, troponina de alta sensibilidade, monitorização contínua) que uma apresentação com supradesnivelamento.
  • • Aplicar a estratificação de risco temporal em SCA sem supradesnivelamento de ST — diferenciando estratégia invasiva imediata, precoce e conservadora/guiada por isquemia — com base em achados clínicos, eletrocardiográficos e de biomarcador evolutivos, não apenas na presença ou ausência de supradesnivelamento.
  • • Identificar o padrão de infradesnivelamento difuso do segmento ST associado a supradesnivelamento em aVR como marcador de altíssimo risco (lesão de tronco de coronária esquerda/doença multiarterial), reclassificando para estratégia invasiva imediata independentemente do plano inicial.
  • • Reconhecer instabilidade recorrente/refratária (dor recorrente apesar de terapia otimizada, elevação dinâmica de troponina) como gatilho de escalonamento, diferenciando angina instável (troponina seriada persistentemente negativa) de infarto sem supradesnivelamento de ST confirmado (troponina positiva/em ascensão dinâmica).
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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