Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Dor pélvica crônica: endometriose como hipótese desde a primeira consulta, sem perseguir uma única causa anatômica
Preparo
- Síndrome da bexiga dolorosa/cistite intersticial
- Síndromes diarreicas e síndrome do intestino irritável
- Massas anexiais e câncer de ovário
- Paciente
- Mulher, 27 anos
- Comorbidades
- enxaqueca com aura, em crises mensais
- Em uso de
- anti-inflamatório não hormonal em uso esporádico durante as crises
- Fatores de risco
- antecedente pessoal de enxaqueca com aura (relevante para escolha hormonal), dois atendimentos médicos prévios em que a queixa foi minimizada como "cólica normal", sem investigação sistemática, desejo reprodutivo futuro, ainda sem planos imediatos de gestação
- Cenário
- ambulatório de ginecologia de atenção secundária, com acesso a ultrassonografia pélvica/transvaginal, ressonância magnética, laboratório, fisioterapia pélvica, psicologia e cirurgia ginecológica eletiva · seguimento ambulatorial ao longo de consultas sucessivas, da suspeita diagnóstica à decisão terapêuticaRecursos disponíveis: ultrassonografia pélvica e transvaginal, com e sem preparo intestinal, ressonância magnética pélvica, dosagem de CA-125 e outros marcadores tumorais, contraceptivos hormonais combinados e progestagênios orais contínuos, análogos do GnRH, anti-inflamatórios não hormonais, fisioterapia do assoalho pélvico, suporte psicológico/manejo da dor crônica, cirurgia laparoscópica ginecológica eletiva (excisão conservadora e histerectomia), encaminhamento à oncologia ginecológica
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer os sintomas cardinais de endometriose (dismenorreia, dispareunia de profundidade, sintomas intestinais e urinários cíclicos) e incluí-la sistematicamente no diagnóstico diferencial desde a primeira consulta, evitando o atraso diagnóstico médio de anos documentado na literatura.
- • Investigar separadamente componentes concomitantes frequentes na dor pélvica crônica (síndrome do intestino irritável, síndrome da bexiga dolorosa/cistite intersticial, dor miofascial de parede abdominal) e reconhecer sinais de sensibilização central, em vez de atribuir todos os sintomas a uma única causa anatômica.
- • Solicitar a imagem dirigida correta para suspeita de endometriose (ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e operador habilitado, reservando ressonância magnética para complementação), iniciar tratamento empírico em paralelo sem atrasar o alívio sintomático, e reconhecer que biomarcadores como CA-125 não têm indicação nesse contexto.
- • Reconhecer sinais de alarme (massa anexial fixa/endurecida, perda de peso não intencional, sangramento intermenstrual novo) que exigem investigação urgente de malignidade, suspendendo a hipótese de dor pélvica benigna até essa exclusão, mesmo em paciente já em acompanhamento por suspeita de endometriose.
- • Conduzir o tratamento como supressão hormonal empírica de primeira linha (condicionada a contraindicações individuais, como enxaqueca com aura), associada a abordagem multidisciplinar (fisioterapia pélvica, suporte psicológico), reservando a cirurgia — sempre conservadora antes de qualquer procedimento radical — para falha do tratamento clínico bem conduzido, e orientar a paciente sobre a natureza crônica da doença.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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