Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Dor pélvica aguda: abordagem diagnóstica sistemática antes de tratar uma causa só

Preparo

  • Infecção do trato urinário complicada e nefrolitíase no adulto
  • Apendicite aguda
Paciente
Mulher, 24 anos
Fatores de risco
cisto ovariano funcional simples de 5,5 cm à esquerda identificado em ultrassonografia de rotina há 2 meses, sem seguimento posterior, uso inconsistente de preservativo como método contraceptivo, sem história prévia de doença inflamatória pélvica ou cirurgia pélvica
Contexto: Estudante universitária, sexualmente ativa com parceiro único, sem desejo de gravidez no momento. Procura o pronto-socorro acompanhada por uma amiga, referindo que a dor começou de forma súbita durante um treino na academia.
Cenário
pronto-socorro ginecológico, com centro cirúrgico disponível · atendimento de urgência com evolução até decisão cirúrgicaRecursos disponíveis: exame físico abdominal e pélvico (especular e toque bimanual), beta-hCG sérico/urinário, ultrassonografia pélvica/transvaginal com Doppler, tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste, hemograma completo e tipagem sanguínea, acesso venoso calibroso e reposição volêmica, equipe cirúrgica ginecológica e centro cirúrgico
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que, em toda mulher em idade reprodutiva com dor pélvica aguda, a exclusão de gravidez com beta-hCG é o primeiro passo da investigação, antes de qualquer conduta que presuma causa ginecológica benigna, independentemente do método contraceptivo relatado.
  • • Utilizar a ultrassonografia pélvica/transvaginal com Doppler como exame de imagem de primeira linha na dor pélvica aguda, e reconhecer que a presença de fluxo sanguíneo preservado ao Doppler NÃO exclui torção anexial.
  • • Reconhecer a torção anexial como emergência cirúrgica tempo-dependente, cuja chance de salvamento do ovário diminui com o tempo entre o início dos sintomas e a intervenção, exigindo avaliação cirúrgica urgente — inclusive antes de estudos confirmatórios adicionais quando a suspeita clínica é alta — e não eletiva.
  • • Diferenciar, no cisto ovariano roto/hemorrágico, quando a conduta expectante é apropriada (estabilidade hemodinâmica desde o início) de quando há indicação de avaliação cirúrgica de urgência (instabilidade hemodinâmica/hemoperitônio, mesmo com melhora parcial e transitória após reposição volêmica).
  • • Manter no diagnóstico diferencial da dor pélvica aguda causas não ginecológicas (apendicite, infecção do trato urinário/pielonefrite, cólica nefrética) e priorizar, na torção anexial, a cirurgia com preservação anexial (detorção) em vez de ooforectomia reflexa quando o ovário for potencialmente viável.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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