Formação

Raciocínio diagnósticoResidente

Dispneia progressiva e estertores em velcro: excluir antes de rotular como fibrose pulmonar idiopática

Preparo

  • Pneumonite de hipersensibilidade: forma fibrótica versus não-fibrótica e identificação do antígeno
  • Terapia antifibrótica na fibrose pulmonar idiopática: quando iniciar e manejar efeitos adversos
  • Doença pulmonar intersticial associada a doença do tecido conjuntivo: rastreio e comanejo
  • Espirometria: padrões obstrutivo, restritivo e misto, e pistas da curva fluxo-volume
  • Difusão do monóxido de carbono (DLCO): interpretação e diferencial da DLCO isoladamente baixa
Paciente
Mulher, 64 anos
Comorbidades
fibrilação atrial paroxística em uso crônico de amiodarona há 3 anos, hipertensão arterial sistêmica
Em uso de
amiodarona 200 mg/dia, losartana 50 mg/dia
Fatores de risco
ex-tabagismo, 30 maços-ano, cessou há 5 anos, criação doméstica de pombos e periquitos por 12 anos, interrompida há 8 meses
Contexto: Aposentada, ex-professora primária, mora com o marido em casa com quintal onde criava aves ornamentais até 8 meses atrás. Procura avaliação por dispneia progressiva aos esforços iniciada há 8 meses, hoje limitando para subir um lance de escadas.
Cenário
ambulatório de clínica médica · consulta de investigação de dispneia crônica progressivaRecursos disponíveis: espirometria com prova de difusão (DLCO) no próprio serviço, tomografia computadorizada de alta resolução de tórax (TCAR), laboratório com sorologia reumatológica (FAN, fator reumatoide, anti-CCP, painel de miosite), ecocardiografia e dosagem de peptídeo natriurético (BNP/NT-proBNP), referência para pneumologia e reumatologia
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o padrão intersticial (restritivo, com DLCO desproporcionalmente reduzida em relação à CVF) e diferenciá-lo de doença pulmonar obstrutiva e de insuficiência cardíaca descompensada antes de avançar na investigação
  • • Conduzir investigação etiológica dirigida — exposição ocupacional/ambiental, fármacos com toxicidade pulmonar conhecida e sorologia para doença do tecido conjuntivo — antes de rotular o quadro como fibrose pulmonar idiopática
  • • Identificar exposição ocupacional, ambiental ou medicamentosa como causa potencialmente reversível de doença pulmonar intersticial, em vez de assumir causa idiopática por padrão de imagem isolado
  • • Selecionar o tratamento farmacológico da fibrose pulmonar idiopática confirmada com base em eficácia e segurança demonstradas, evitando classes de fármacos com recomendação formal contra seu uso
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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