Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Doenças cirúrgicas do intestino delgado: estenose de Crohn e o comprimento que não pode ser gasto à toa

Preparo

  • Insuficiência adrenal e uso crônico de corticoide
  • Síndrome do intestino curto: adaptação intestinal, terapia nutricional e teduglutida
  • Obstrução intestinal mecânica
Paciente
Homem, 44 anos
Comorbidades
doença de Crohn ileal há 16 anos, fenótipo estenosante (duas ressecções ileocólicas prévias, há 12 e 5 anos, ~150cm de delgado somados incluindo válvula ileocecal e ceco)
Em uso de
azatioprina 150mg/dia (uso prolongado), adalimumabe 40mg subcutâneo quinzenal (iniciado há 5 meses por recorrência), prednisona 40mg/dia (iniciada há 3 semanas por reagudização, em tentativa de desmame)
Fatores de risco
tabagismo ativo — 15 cigarros/dia há 20 anos, duas ressecções ileocólicas prévias com perda cumulativa de ~150cm de delgado, incluindo válvula ileocecal e ceco, perda ponderal de 7kg nos últimos 2 meses, uso de corticoide sistêmico em dose alta (prednisona 40mg/dia) há 3 semanas
Contexto: motorista de aplicativo, casado; frequenta consultas de gastroenterologia regularmente, mas relutante em parar de fumar
Cenário
Hospital secundário com tomografia computadorizada com contraste disponível, centro cirúrgico de urgência, banco de sangue e equipe de estomaterapia · internação por obstrução intestinal em paciente com doença de Crohn ileal conhecida e duas ressecções prévias, evoluindo para laparotomiaRecursos disponíveis: tomografia computadorizada de abdome com contraste, centro cirúrgico de urgência, banco de sangue, equipe de estomaterapia, equipe de gastroenterologia para coordenação medicamentosa, suporte nutricional (parenteral e enteral)
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar obstrução intestinal parcial de obstrução completa na doença de Crohn, reconhecendo quando um período de manejo não-operatório é apropriado e quando ele já falhou.
  • • Reconhecer os fatores perioperatórios modificáveis (corticoide, tabagismo, estado nutricional) e decidir o momento cirúrgico sem ignorá-los nem adiar a cirurgia além do que a obstrução permite.
  • • Escolher entre estenoseplastia e ressecção segmentar conforme a presença de contraindicações (flegmão, fístula, malignidade), aplicando o princípio de preservação de comprimento em cada nova estenose encontrada, nunca margem ampla 'por precaução'.
  • • Avaliar um achado incidental (divertículo de Meckel) de forma proporcional ao risco que ele representa, em vez de uma resposta automática de remoção ou de omissão.
  • • Reconhecer os fatores de risco nomeados para deiscência de anastomose intestinal e decidir entre anastomose primária e desvio do trânsito, além de reconhecer sinais pós-operatórios de complicação e planejar a vigilância nutricional diante de ressecções cumulativas.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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