Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Doenças orificiais: hemorroida, fissura anal e fístula perianal — do diagnóstico à suspeita de Crohn
Preparo
- Fissura anal: manejo clínico de primeira linha e reconhecimento da fissura atípica
- Hemorroidas: classificação de grau, manejo clínico e indicação de procedimento ambulatorial
- Doenças inflamatórias intestinais — reconhecimento e manejo inicial
- Investigação do sangramento retal ou anemia ferropriva inexplicada em adulto
Estruturas do Atlas: 2
- Paciente
- Homem, 46 anos
- Fatores de risco
- dieta pobre em fibras e hidratação irregular por longos períodos na estrada, longos períodos sentado dirigindo, com esforço evacuatório frequente por constipação
- Cenário
- Ambulatório de coloproctologia de hospital terciário, com anuscopia, exame sob anestesia com avaliação esfincteriana, ultrassonografia endoanal e ressonância magnética pélvica disponíveis, além de centro cirúrgico eletivo e pronto-socorro do mesmo serviço · acompanhamento ambulatorial de doenças orificiais ao longo de cerca de 2 anos — hemorroida, fissura anal típica e atípica, abscesso e fístula perianal — culminando na suspeita de doença de Crohn perianalRecursos disponíveis: toque retal e anuscopia, colonoscopia, exame sob anestesia com avaliação da função esfincteriana, ultrassonografia endoanal e ressonância magnética pélvica, centro cirúrgico eletivo e pronto-socorro, encaminhamento para gastroenterologia
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que sangramento anal atribuído a hemorroida sem exame proctológico completo é a causa mais comum de diagnóstico perdido de câncer colorretal, e classificar a doença hemorroidária pelo grau para orientar a conduta — tratamento clínico primeiro, procedimento ambulatorial reservado a quem falha.
- • Tratar a fissura anal típica (linha média posterior) clinicamente como primeira linha, e distingui-la da fissura atípica (lateral, múltipla), que exige investigação de doenças subjacentes (HIV, Crohn, sífilis, tuberculose, neoplasia hematológica) antes de assumir fissura idiopática comum.
- • Indicar drenagem cirúrgica pronta do abscesso anorretal agudo, reservando antibioticoterapia para casos complicados por celulite, sinais sistêmicos de infecção ou imunossupressão, e reconhecer o risco de atrasar a drenagem.
- • Avaliar o trajeto fistuloso em relação ao esfíncter anal e a função esfincteriana antes de escolher a técnica cirúrgica, preservando a continência, e reservar a fistulotomia para fístulas simples com função esfincteriana normal.
- • Suspeitar de doença de Crohn perianal diante de fístulas múltiplas ou recorrentes associadas a sintomas sistêmicos (diarreia crônica, perda de peso), reconhecendo que cirurgia local repetida sem controlar a doença de base tende a falhar e acumula risco de incontinência.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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