Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Doença inflamatória pélvica: do reconhecimento clínico ao manejo escalonado
Preparo
- Dor pélvica aguda
- Infecções sexualmente transmissíveis em ginecologia
- Paciente
- Mulher, 27 anos
- Fatores de risco
- múltiplas parcerias sexuais no último ano, uso inconsistente de preservativo, parceria sexual atual com sintomas urinários/corrimento não investigados, sem história prévia de doença inflamatória pélvica
- Cenário
- pronto atendimento ginecológico, com possibilidade de internação hospitalar · atendimento de urgência com retorno de reavaliação programado e evolução hospitalarRecursos disponíveis: exame especular e toque bimanual, teste de gravidez (urinário/beta-hCG), biologia molecular (NAAT) para gonococo e clamídia, bacterioscopia a fresco de secreção vaginal, hemograma, proteína C reativa, VHS, ultrassonografia pélvica/transvaginal, antibioticoterapia oral e parenteral (ceftriaxona, doxiciclina, metronidazol, cefotetan, clindamicina, gentamicina, levofloxacino), leito de internação hospitalar e equipe cirúrgica ginecológica
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que a presença de dor à mobilização do colo uterino, dor uterina ou dor anexial, numa mulher sexualmente ativa com dor pélvica sem outra causa identificada, já justifica tratamento antimicrobiano presuntivo para DIP, sem aguardar confirmação laboratorial.
- • Excluir gravidez ectópica com teste de gravidez antes de fechar a conduta, mantendo apendicite aguda e torção anexial no diagnóstico diferencial de dor pélvica aguda.
- • Aplicar os critérios diagnósticos de DIP (três critérios maiores mais um critério menor, OU um critério elaborado) para confirmar o diagnóstico clínico.
- • Prescrever esquema antibiótico empírico em associação (nunca monoterapia), cobrindo gonococo, clamídia e anaeróbios, tanto no regime ambulatorial quanto no hospitalar, e reconhecer abscesso tubo-ovariano como critério de internação.
- • Reconhecer sinais de rotura de abscesso tubo-ovariano com peritonite como indicação cirúrgica (não apenas escalonamento de antibiótico), completar 14 dias totais de tratamento sem interrupção precoce, e tratar presuntivamente as parcerias sexuais dos últimos 60 dias para prevenir DIP recorrente e suas sequelas (infertilidade, gravidez ectópica futura, dor pélvica crônica).
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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