Formação

Raciocínio diagnósticoResidente

Esteatose, transaminases e álcool: quando é MASLD, quando é MetALD, e quando é grave

Preparo

  • Hepatites virais B e C — rastreio, diagnóstico e seguimento
Paciente
Homem, 50 anos
Comorbidades
obesidade (IMC 31 kg/m²), diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina, HbA1c 7,2%, esteatose hepática identificada em ultrassonografia há 8 meses
Em uso de
metformina 1.000 mg 2x/dia
Fatores de risco
obesidade e diabetes tipo 2 — fatores de risco cardiometabólico que sustentam etiologia metabólica da esteatose, consumo diário de uísque (~3 doses de 50 mL a 40% de teor alcoólico, ~47 g de etanol/dia, ~330 g/semana) — faixa que a nomenclatura vigente classifica como uso combinado (MetALD) em homens, não apenas 'social', transaminases persistentemente elevadas há pelo menos 8 meses, sem investigação de causas concomitantes até este atendimento
Contexto: Motorista de caminhão de longa distância, casado, dois filhos. Bebe uísque quase todos os dias à noite, sozinho ou com colegas de estrada — nunca associou isso a um problema de saúde porque 'não fica bêbado'. Nega uso de outras substâncias, fitoterápicos ou suplementos hepatotóxicos. Sem história familiar de doença hepática.
Cenário
ambulatório de clínica médica · consulta de retorno com resultado de examesRecursos disponíveis: laboratório com sorologias virais (hepatites A, B e C), ferritina e saturação de transferrina, autoanticorpos (FAN, anti-músculo liso), calculadora de FIB-4 (idade, AST, ALT, plaquetas), elastografia hepática por ultrassom (FibroScan/VCTE) por encaminhamento, hepatologia de referência para biópsia hepática quando indicada, internação hospitalar disponível via pronto-socorro
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a esteatose associada a obesidade e/ou diabetes tipo 2 como doença hepática esteatótica de etiologia metabólica, sem tratar a elevação isolada de transaminases como diagnóstico fechado
  • • Afastar causas concomitantes de hepatopatia (hepatites virais, hemocromatose, hepatite autoimune) antes de atribuir a alteração hepática só à esteatose
  • • Quantificar o consumo alcoólico relatado e reconhecer quando ele reclassifica o quadro como etiologia combinada (MetALD) em vez de dado irrelevante
  • • Estratificar o risco de fibrose por método não invasivo (FIB-4) antes de encaminhar ou dispensar o paciente do acompanhamento
  • • Reconhecer a hepatite alcoólica grave por um critério objetivo (MELD ou Maddrey) e investigar infecção concomitante antes de decidir sobre corticoide
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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