Formação

Decisão clínicaResidente

Diverticulite recorrente: quando a cirurgia eletiva é indicação, não recompensa por contar episódios

Preparo

  • Consentimento informado e comunicação de riscos cirúrgicos
Paciente
Homem, 58 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana, sobrepeso leve (IMC 27,4 kg/m²), sem outras comorbidades relevantes
Em uso de
losartana 50 mg/dia
Fatores de risco
três episódios de diverticulite aguda não complicada nos últimos 2 anos, o mais recente com internação breve para antibiótico intravenoso por dor intensa e intolerância alimentar, nunca realizou colonoscopia; o diagnóstico de cada episódio sempre foi feito por tomografia de abdome durante a crise
Contexto: Motorista autônomo de aplicativo, principal fonte de renda da família. Perdeu dias de trabalho em cada uma das três crises, e teme perder ainda mais tempo — e mais dinheiro — com uma cirurgia. Um colega de trabalho fez uma cirurgia de urgência por diverticulite complicada e ficou com uma bolsa de colostomia por alguns meses; essa história o assusta especificamente.
Cenário
ambulatório de cirurgia geral / coloproctologia · consulta ambulatorial de seguimento após episódios recorrentes de diverticuliteRecursos disponíveis: colonoscopia ambulatorial com agenda em 4-6 semanas, tomografia de abdome com contraste, cirurgia videolaparoscópica eletiva, com equipe de coloproctologia, cistoscopia e avaliação urológica conjunta, se necessário, equipe de anestesiologia e enfermagem para preparo pré-operatório eletivo
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que a indicação de colectomia eletiva na diverticulite recorrente é individualizada — gravidade dos episódios, comorbidades e impacto na qualidade de vida — e nunca decidida apenas pelo número de episódios
  • • Exigir colonoscopia (intervalar, nunca durante o episódio agudo) antes de qualquer ressecção eletiva por doença diverticular, para excluir neoplasia como causa alternativa do quadro
  • • Reconhecer que uma complicação persistente (por exemplo, fístula colovesical) já constitui indicação cirúrgica por si só, sem que isso torne a cirurgia uma emergência quando o paciente permanece hemodinamicamente estável e sem peritonite — a abordagem eletiva planejada, com anastomose primária, evita exposição desnecessária a laparotomia de urgência e estoma definitivo
  • • Comunicar na decisão compartilhada que a colectomia eletiva reduz mas não elimina o risco de diverticulite recorrente, já que a doença pode acometer outro segmento do cólon, sem prometer cura definitiva
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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