Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Doença celíaca e dieta isenta de glúten: da armadilha de cortar o glúten antes de investigar ao seguimento vitalício, sem confundir exposição inadvertida com doença refratária
Preparo
- Sensibilidade ao glúten não celíaca: diagnóstico de exclusão e o papel dos FODMAPs como confundidor
- Doença celíaca: sequência sorológica, biópsia duodenal e a armadilha da dieta iniciada antes do diagnóstico
- Doença celíaca refratária: investigação da persistência de sintomas apesar da dieta e diferenciação dos dois tipos
- Paciente
- Mulher, 29 anos
- Comorbidades
- anemia ferropriva recem-diagnosticada (hemoglobina 10,2 g/dL, ferritina 8 ng/mL), historia familiar de doenca celiaca (mae com diagnostico confirmado)
- Em uso de
- sulfato ferroso 40 mg de ferro elementar, 2x/dia, iniciado pela atencao primaria
- Fatores de risco
- diarreia intermitente e distensao abdominal ha 8 meses, com perda de peso nao intencional de 4 kg -- quadro gastrointestinal cronico compativel com sindrome disabsortiva, anemia ferropriva associada ao quadro digestivo -- grupo de alto risco reconhecido para rastreio dirigido de doenca celiaca, parente de primeiro grau (mae) com doenca celiaca diagnosticada
- Cenário
- ambulatorio de nutrologia de referencia, apos encaminhamento da atencao primaria · consultas ambulatoriais seriadas ao longo de aproximadamente um ano, do rastreio inicial ao seguimento de longo prazo apos diagnostico confirmadoRecursos disponíveis: sorologia: anticorpo antitransglutaminase tecidual IgA (tTG-IgA) e IgA total, sorologia IgG (tTG-IgG/DGP) para casos de deficiencia de IgA, endoscopia digestiva alta com biopsias duodenais multiplas (bulbo e segunda porcao), avaliacao dietetica especializada (nutricionista), hemograma completo, ferritina, calcio, perfil bioquimico, encaminhamento para avaliacao de parentes de primeiro grau sintomaticos
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a combinacao de sintomas gastrointestinais cronicos, anemia ferropriva e parente de primeiro grau com doenca celiaca como indicacao de rastreio dirigido, solicitando sorologia (tTG-IgA e IgA total) e orientando explicitamente a manter dieta com gluten ate a investigacao terminar.
- • Conduzir um desafio de gluten estruturado (reintroducao por pelo menos 2 a 8 semanas) quando o paciente ja reduziu a ingestao de gluten por conta propria, em vez de aceitar sorologia colhida sob dieta reduzida como resultado definitivo.
- • Confirmar o diagnostico de doenca celiaca em adulto com biopsia duodenal, mesmo diante de sorologia fortemente positiva, e educar sobre contaminacao cruzada (utensilios compartilhados, aveia, rotulos, medicamentos e suplementos) e sobre lacunas nutricionais tipicas da dieta isenta de gluten industrializada.
- • Nao presumir doenca celiaca refrataria diante de sintomas recorrentes sem antes investigar exposicao inadvertida ao gluten pelos quatro passos formais de avaliacao de aderencia (sintomas, revisao dietetica, sorologia, biopsia de seguimento).
- • Diferenciar doenca celiaca de sensibilidade nao celiaca ao gluten exigindo avaliacao formal (sorologia e, se indicada, biopsia) enquanto o paciente ainda consome gluten, e comunicar que a dieta isenta de gluten na doenca celiaca e estrita e vitalicia, sem excecoes por ausencia de sintomas.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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