Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Doença celíaca em Beatriz, 4 anos: manter o glúten até fechar o diagnóstico

Preparo

  • Anemia ferropriva e deficiência de micronutrientes
Paciente
Mulher, 4 anos
Comorbidades
nenhuma comorbidade conhecida até o momento; previamente hígida
Em uso de
nenhuma medicação em uso regular
Fatores de risco
quatro meses de diarreia intermitente, distensão abdominal e irritabilidade, desaceleração do ganho de peso e da estatura, cruzando dois canais de percentil na curva de crescimento, convive na mesma casa com primos que têm condições associadas a maior risco de doença celíaca (diabetes tipo 1 e investigação de anemia ferropriva refratária), vacinação em dia
Contexto: Mora com a avó, Dona Marta, principal cuidadora de Beatriz e de dois primos que também moram na mesma casa — Théo, 6 anos, e Ana, 9 anos. Dona Marta costuma trazer as três crianças juntas às consultas. Um quarto neto, Davi, de 6 semanas, é cuidado pela mãe dele, Juliana, que também frequenta a mesma casa e amamenta exclusivamente.
Cenário
Ambulatório de pediatria geral, atenção primária, com apoio de laboratório clínico e referência para gastropediatria disponíveis · consulta ambulatorial — investigação de diarreia crônica com distensão abdominal e falha de crescimento, suspeita de doença celíacaRecursos disponíveis: sorologia disponível: anti-transglutaminase IgA, IgA sérica total, anti-transglutaminase IgG e anticorpo antiendomísio IgA, referência para gastropediatria e endoscopia digestiva alta com biópsias duodenais disponível, hemograma completo, ferritina e exames laboratoriais de rotina disponíveis, nutricionista/dietista disponível para orientação de dieta isenta de glúten, puericultura e acompanhamento de curva de crescimento disponíveis para os demais familiares
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o padrão sugestivo de doença celíaca (diarreia crônica, distensão abdominal, irritabilidade e falha de crescimento) e manter o glúten na dieta enquanto solicita a sorologia inicial (anti-transglutaminase IgA e IgA sérica total), em vez de retirar o glúten empiricamente ou diagnosticar sem nenhum exame.
  • • Reconhecer que IgA sérica total muito baixa invalida um anti-transglutaminase IgA negativo (falso negativo por deficiência seletiva de IgA) e solicitar um teste baseado em IgG nessa situação, sabendo que o diagnóstico seguro em pacientes IgA-deficientes ainda depende de biópsia duodenal.
  • • Aplicar a via diagnóstica sem biópsia (sorologia IgA-baseada muito elevada associada a antiendomísio IgA positivo em segunda amostra) apenas quando ela realmente se aplica, encaminhando para biópsia duodenal quando a sorologia disponível for IgG-baseada.
  • • Rastrear doença celíaca em crianças assintomáticas de grupos de risco (diabetes tipo 1, síndrome de Down, tireoidite autoimune, parentes de primeiro grau) e reconhecer apresentações atípicas (anemia ferropriva refratária, baixa estatura) como indicação de sorologia, mesmo sem sintoma digestivo nenhum.
  • • Diferenciar a proctocolite alérgica do lactente em aleitamento materno exclusivo — sangue e muco nas fezes com bom estado geral — de outras causas de sangramento retal, e conduzi-la com dieta de exclusão materna quando indicada, mantendo o aleitamento e reservando a investigação invasiva para quem não melhora.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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