Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Claudicação intermitente no diabético: do índice tornozelo-braço à isquemia crítica de membro
Preparo
- Doença arterial periférica no diabetes
- Prevenção secundária e reabilitação cardiovascular pós-evento
- Paciente
- Homem, 66 anos
- Comorbidades
- diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, infarto agudo do miocárdio prévio há 5 anos, tratado com angioplastia e implante de stent farmacológico, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 38%), classe funcional NYHA II, ex-tabagismo (parou há 2 anos; carga tabágica de 40 maços-ano)
- Em uso de
- carvedilol 25 mg 2x/dia, enalapril 10 mg 2x/dia, furosemida 40 mg 1x/dia, sem AAS e sem estatina há cerca de 1 ano, suspensos por conta própria
- Fatores de risco
- diabetes mellitus tipo 2 de longa data, ex-tabagismo de longa data, doença coronariana já estabelecida (infarto prévio com stent), hipertensão arterial sistêmica, sexo masculino, 66 anos
- Cenário
- Ambulatório de cardiologia/UBS de referência, com Doppler portátil e manguito para medida do índice tornozelo-braço e tornozelo-artelho, laboratório para perfil lipídico e função renal, encaminhamento disponível para duplex arterial, angiotomografia e cirurgia vascular · consultas ambulatoriais sucessivas ao longo de vários meses de acompanhamento, com uma ligação telefônica de urgência no meio do seguimentoRecursos disponíveis: Doppler portátil de bolso e manguito para ABI/TBI, duplex arterial de membros inferiores, angiotomografia (CTA) de membros inferiores, perfil lipídico completo, eletrocardiograma de 12 derivações, encaminhamento para cirurgia vascular, encaminhamento para cardiologia, antiagregantes plaquetários, estatina de alta intensidade e cilostazol disponíveis na farmácia
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Diagnosticar doença arterial periférica medindo o índice tornozelo-braço (ABI) como teste inicial à beira-leito, reconhecendo sua limitação em vasos não compressíveis no paciente diabético e usando o índice tornozelo-artelho (TBI) como alternativa.
- • Diferenciar claudicação intermitente de isquemia crítica de membro (CLTI) pelos achados de dor em repouso e lesão tecidual, ajustando a urgência da conduta, e reconhecer a isquemia AGUDA de membro (os '6 Ps') como emergência vascular distinta que exige avaliação cirúrgica imediata.
- • Indicar exercício supervisionado como terapia de primeira linha para claudicação intermitente, associado à terapia farmacológica que reduz risco cardiovascular (antiagregação, estatina de alta intensidade), reconhecendo a contraindicação do cilostazol na insuficiência cardíaca.
- • Reconhecer a doença arterial periférica como marcador de doença aterosclerótica sistêmica, investigando adequadamente sintomas concomitantes sugestivos de doença coronariana em vez de minimizá-los.
- • Indicar revascularização periférica eletiva na claudicação com limitação significativa da atividade refratária à terapia otimizada, e comunicar ao paciente que o risco cardiovascular sistêmico persiste mesmo após uma revascularização bem-sucedida.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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