Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Diverticulite aguda: da conduta sem antibiótico à cirurgia que não pode esperar

Preparo

  • Drenagem percutânea guiada por imagem de coleção abdominal
  • Doença diverticular e diverticulite aguda não complicada: manejo ambulatorial e prevenção de recorrência
  • Uso racional de antibióticos em cirurgia
Paciente
Mulher, 58 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica controlada, obesidade grau I (IMC ~31)
Em uso de
losartana 50mg 1x/dia
Fatores de risco
sedentarismo, dieta pobre em fibras, sem episódio prévio conhecido de diverticulite
Contexto: aposentada recentemente, mora com o marido; a filha mora em outra cidade e vem visitar quando pode
Cenário
Emergência de hospital secundário com tomografia computadorizada com contraste disponível 24h, ultrassonografia, radiologia intervencionista com disponibilidade de drenagem percutânea guiada por imagem, centro cirúrgico de urgência 24h, UTI e banco de sangue · atendimento de diverticulite aguda em duas fases — episódio inicial não complicado e, semanas depois, recidiva com abscesso evoluindo para perfuração livre e peritonite difusaRecursos disponíveis: tomografia computadorizada com contraste, ultrassonografia abdominal, radiologia intervencionista para drenagem percutânea guiada por imagem, centro cirúrgico de urgência 24h, equipe de anestesiologia, UTI, banco de sangue
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar diverticulite aguda não complicada (sem abscesso, sem perfuração) de complicada, reconhecendo que a ausência de sinais de resposta inflamatória sistêmica sustenta manejo conservador SEM antibiótico em paciente imunocompetente.
  • • Reconhecer quando o abscesso diverticular é candidato a tratamento só com antibiótico (pequeno, < 4-5cm) versus quando exige drenagem percutânea associada (grande), e identificar que insistir só em antibiótico enquanto o paciente piora, com uma coleção grande e tecnicamente drenável, não controla o foco infeccioso.
  • • Reconhecer sinais de peritonite difusa (defesa, descompressão brusca, instabilidade hemodinâmica) como indicação de cirurgia de urgência, sem se deixar levar por escalonamento isolado de antibioticoterapia ou por atraso para reconfirmação diagnóstica por imagem.
  • • Escolher a estratégia cirúrgica (Hartmann versus ressecção com anastomose primária versus lavagem laparoscópica) de acordo com a estabilidade do paciente, reconhecendo que controle de foco (ressecar o segmento perfurado) é requisito não-negociável em peritonite fecal.
  • • Planejar a duração da antibioticoterapia pós-operatória com base no controle de foco alcançado, e diferenciar quando a colonoscopia de seguimento é dispensável (episódio não complicado tratado sem cirurgia) de quando é recomendada (abscesso tratado sem cirurgia, para excluir malignidade oculta).
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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