Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Cinco choques em duas horas: choque apropriado, fratura de eletrodo ou artefato?
Preparo
- Arritmias ventriculares, taquicardia de QRS largo e tempestade elétrica
- Triagem de segurança em ressonância magnética e classificação de zonas
- Endocardite infecciosa, infecções de dispositivos e infecções relacionadas à assistência
- Paciente
- masculino, 61 anos
- Comorbidades
- cardiomiopatia isquêmica (infarto anterior extenso há 4 anos), fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 28%, portador de CDI bicameral há 2 anos (prevenção secundária pós-parada cardíaca por fibrilação ventricular documentada)
- Em uso de
- carvedilol, enalapril, espironolactona, atorvastatina, ácido acetilsalicílico
- Fatores de risco
- disfunção sistólica grave do ventrículo esquerdo, doença arterial coronariana estabelecida, portador de dispositivo eletrônico cardíaco implantável
- Cenário
- pronto-socorro de hospital terciário com serviço de eletrofisiologia disponível · emergênciaRecursos disponíveis: monitorização cardíaca contínua, interrogação/telemetria do CDI, equipe de estimulação cardíaca/eletrofisiologia de sobreaviso, laboratório e radiologia disponíveis 24 horas, centro cirúrgico para revisão de eletrodo
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar choque apropriado (arritmia ventricular real, corretamente discriminada por frequência ventricular maior que a atrial e estabilidade do R-R) de choque inapropriado (fibrilação atrial mal discriminada, ruído por fratura de eletrodo, interferência eletromagnética) usando os dados da interrogação do dispositivo.
- • Reconhecer falha de sensing (oversensing) por fratura/dano de eletrodo pela combinação de eletrograma não fisiológico, impedância anormal e achado de exame físico na loja do gerador — nunca concluir pela impressão clínica isolada.
- • Aplicar corretamente o ímã sobre o gerador para suspender terapias antitaquiarrítmicas diante de choques repetidos ou de risco de interferência eletromagnética, sempre mantendo monitorização cardíaca contínua.
- • Reconhecer sinais de infecção relacionada ao dispositivo e saber que, uma vez confirmada a contaminação, a remoção completa do sistema — não apenas antibioticoterapia — é necessária ao tratamento definitivo.
- • Orientar o paciente sobre a segurança CONDICIONAL (nunca incondicional) do CDI frente à ressonância magnética, e sobre a necessidade de seguimento periódico do dispositivo após uma complicação.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado