Formação

ComunicaçãoResidente

Primeira consulta de Aline: acolhimento, rejeição social e o que a avaliação realmente mede

Preparo

  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
Paciente
Mulher, 26 anos
Comorbidades
sem diagnóstico psiquiátrico prévio, sem comorbidades clínicas relevantes
Em uso de
nenhuma medicação psiquiátrica ou hormonal em uso até o momento
Fatores de risco
rejeição familiar recente relacionada à transição de gênero, ambiente de trabalho hostil, com comentários constrangedores e ameaça velada de não renovação de contrato, pertencimento a população com risco documentado e elevado de sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e ideação suicida associado a rejeição social — não à incongruência de gênero em si
Contexto: Aline, mulher trans, 26 anos, mora sozinha em apartamento alugado numa cidade com ambulatório de referência para identidade de gênero vinculado a um hospital universitário. Trabalha em regime CLT numa loja de varejo. Rompeu contato com os pais desde que assumiu socialmente sua identidade de gênero há cerca de 8 meses; mantém vínculo com um pequeno grupo de amigos, alguns também trans.
Cenário
ambulatório especializado em identidade de gênero de hospital universitário, vinculado ao Processo Transexualizador do SUS · primeira avaliação psiquiátrica no âmbito do Projeto Terapêutico Singular (PTS)Recursos disponíveis: equipe multiprofissional e interdisciplinar do PTS (psiquiatria, psicologia, endocrinologia, serviço social), linha de cuidado da Política Nacional de Saúde Integral LGBT no território, rede de apoio psicossocial e grupos de pares para pessoas trans, vinculados ao serviço, prontuário eletrônico com campo de nome social já preenchido pela recepção
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Conduzir avaliação psiquiátrica sem patologizar a identidade de gênero, usando nome social e pronome desde o primeiro contato
  • • Rastrear ativamente risco de suicídio numa paciente trans adulta, sem condicionar essa investigação a relato espontâneo
  • • Reconhecer o estresse de minoria — rejeição familiar e discriminação laboral — como determinante do sofrimento psíquico, em vez de atribuí-lo à identidade de gênero ou à transição em si
  • • Conduzir a avaliação do Projeto Terapêutico Singular com base na incongruência de gênero vivenciada e no sofrimento associado, nunca em conformidade a estereótipos de gênero
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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