Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Trabalho de parto: diagnosticar a fase certa antes de intervir, do acolhimento ao nascimento

Preparo

  • Puerpério normal e complicações comuns
  • Monitorização da vitalidade fetal intraparto
Paciente
Mulher, 26 anos
Gestante
Em uso de
sulfato ferroso profilático
Fatores de risco
nuliparidade
Contexto: G1P0 (primeira gestação), 39 semanas e 3 dias, gestação de baixo risco sem intercorrências no pré-natal, acompanhada pelo marido, deseja parto vaginal.
Cenário
maternidade de risco habitual, com sala de pré-parto, partograma, ausculta intermitente e cardiotocografia contínua disponíveis, bloco cirúrgico e banco de sangue de prontidão · admissão em trabalho de parto com acompanhamento evolutivo até o nascimentoRecursos disponíveis: ausculta intermitente e cardiotocografia contínua, partograma, ocitocina e bomba de infusão, amniótomo, analgesia peridural, sala de parto vaginal e bloco cirúrgico para cesariana, acompanhante de escolha em tempo integral
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diagnosticar corretamente o trabalho de parto verdadeiro (contrações regulares associadas a modificação cervical progressiva), distinguindo-o do falso trabalho de parto, e reconhecer as fases latente (até 5-6 cm) e ativa (a partir de 6 cm) do primeiro estágio.
  • • Aplicar as boas práticas de assistência ao parto na fase latente — mobilidade e posição verticalizada, acompanhante de escolha em tempo integral, métodos não farmacológicos de alívio da dor — evitando intervenções precoces sem indicação (amniotomia de rotina, ocitocina precoce) que expõem a gestante a uma cascata de intervenções desnecessárias.
  • • Reconhecer que uma taxa de dilatação cervical mais lenta que 1 cm/hora, isoladamente, não é indicação de intervenção obstétrica, reavaliando o padrão contrátil e excluindo desproporção céfalo-pélvica antes de indicar ocitocina ou cesariana.
  • • Diagnosticar a parada de progressão da fase ativa apenas quando os critérios objetivos forem preenchidos (dilatação ≥6 cm, bolsa rota, ausência de mudança cervical por pelo menos 4 horas com contrações adequadas ou 6 horas com contrações inadequadas apesar de ocitocina), e reconhecer e manejar a hiperestimulação uterina por ocitocina (redução da infusão, medidas de reanimação intrauterina).
  • • Manejar o segundo estágio do trabalho de parto (descida passiva sob analgesia peridural, limiar de duração para nulíparas) e os cuidados imediatos ao nascimento (ocitocina profilática após o desprendimento do ombro anterior, clampeamento tardio do cordão), comunicando à puérpera, em linguagem acessível, o raciocínio por trás da conduta expectante e os sinais de alerta do puerpério imediato.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado