Formação

CondutaResidente

Diabetes mellitus tipo 2: diagnóstico e escalonamento terapêutico

Preparo

  • Inibidores de SGLT2: benefício cardiorrenal e risco de cetoacidose euglicêmica
  • Sulfonilureias e risco de hipoglicemia
  • Hipoglicemia induzida por insulina/sulfonilureia
Paciente
Homem, 54 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, obesidade grau I (IMC 31 kg/m2)
Em uso de
losartana 50 mg/dia
Fatores de risco
tabagismo atual, cerca de 1 maço/dia, sedentarismo, história familiar de doença arterial coronariana precoce (pai com infarto agudo do miocárdio aos 54 anos)
Contexto: motorista de aplicativo, trabalha de 10 a 12 horas por dia com horários de refeição irregulares; a renda familiar depende diretamente de sua capacidade de dirigir com segurança
Cenário
Unidade Básica de Saúde, com uma intercorrência aguda atendida no pronto-socorro de hospital geral ao longo do seguimento · acompanhamento longitudinal ambulatorial do diagnóstico e escalonamento terapêutico do diabetes mellitus tipo 2, com uma intercorrência aguda (cetoacidose diabética) no meio do seguimentoRecursos disponíveis: glicemia de jejum e HbA1c, avaliação de função renal (TFG estimada e relação albumina/creatinina), metformina, inibidor de SGLT2, inibidor de DPP-4, pioglitazona, sulfonilureia (gliclazida, glimepirida), insulina basal, cetonemia/cetonúria capilar, gasometria venosa
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Aplicar corretamente os critérios diagnósticos de diabetes mellitus tipo 2, distinguindo pré-diabetes de diabetes e reconhecendo quando um único exame alterado exige confirmação antes de fechar o diagnóstico.
  • • Individualizar a meta de HbA1c e escolher a terapia farmacológica inicial considerando o risco cardiovascular e renal, sem recorrer à sulfonilureia por hábito quando há indicação de benefício cardiorrenal.
  • • Escalonar o tratamento sem inércia terapêutica diante de HbA1c persistentemente fora da meta, e reconhecer o momento de insulinizar.
  • • Reconhecer sinais de complicação aguda — incluindo cetoacidose diabética euglicêmica associada a inibidor de SGLT2 — e não postergar a investigação diante de sintomas de alarme.
  • • Reconhecer a hipoglicemia recorrente como fator limitante da meta terapêutica e ajustar o tratamento considerando riscos ocupacionais específicos do paciente.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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