Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Diabetes mellitus gestacional: do diagnóstico pelo TOTG ao momento do parto
Preparo
- Distócia de ombro
- Paciente
- Mulher, 29 anos
- Gestante
- Comorbidades
- sobrepeso pré-gestacional (IMC 27 kg/m²), sem diagnóstico prévio de diabetes
- Em uso de
- sulfato ferroso e ácido fólico do pré-natal
- Fatores de risco
- sobrepeso pré-gestacional, sedentarismo, ganho de peso gestacional acima do recomendado para a faixa de IMC
- Cenário
- ambulatório de pré-natal de risco habitual com apoio de gestação de alto risco, com acesso a TOTG 75 g, glicosímetro para automonitorização domiciliar, orientação nutricional, insulinoterapia e ultrassonografia obstétrica seriada · acompanhamento pré-natal seriado, da 26ª semana até a consulta puerperalRecursos disponíveis: teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75 g, glicosímetro capilar para automonitorização domiciliar, orientação nutricional e acompanhamento com nutricionista, insulina basal (NPH) e insulina de ação rápida/ultrarrápida, hipoglicemiantes orais (metformina, glibenclamida), ultrassonografia obstétrica seriada para biometria fetal, cardiotocografia e perfil biofísico fetal para vigilância antenatal, equipe multiprofissional (obstetrícia, endocrinologia, nutrição)
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Diagnosticar corretamente o diabetes mellitus gestacional pelo TOTG de 75 g, reconhecendo que um único valor alterado (jejum ≥92, 1h ≥180 ou 2h ≥153 mg/dL) já fecha o diagnóstico pelo critério de um passo (IADPSG/OMS/ADA), sem confundir com a regra de dois valores do teste de dois passos nem com o diabetes diagnosticado na gestação (jejum ≥126 mg/dL).
- • Prescrever terapia nutricional, atividade física e automonitorização glicêmica com as metas corretas (jejum <95 mg/dL, pós-prandial <140 mg/dL em 1 hora ou <120 mg/dL em 2 horas) como primeira linha de tratamento.
- • Reconhecer a falha da terapia nutricional isolada diante de hiperglicemia persistente após período adequado de automonitorização, e escalonar para insulina dirigida ao padrão glicêmico alterado (basal para jejum, rápida para pós-prandial), evitando a glibenclamida como primeira escolha.
- • Indicar vigilância do crescimento fetal por ultrassonografia seriada e vigilância antenatal (cardiotocografia/perfil biofísico fetal) diante de diabetes gestacional em uso de insulina, sem antecipar o parto apenas pelo achado isolado de feto grande para a idade gestacional.
- • Definir o momento do parto conforme o grau de controle glicêmico (39 0/7-39 6/7 semanas para DMG em uso de insulina bem controlado), e orientar a gestante e a puérpera, em linguagem acessível, sobre o risco de distócia de ombro diante de macrossomia e sobre a necessidade do rastreio pós-parto de diabetes.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado