Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Joaquim, 18 meses: desnutrição aguda grave — estabilizar antes de alimentar
Preparo
- Terapia nutricional enteral e parenteral e síndrome de realimentação
- Negligência e vulnerabilidade social
- Paciente
- Homem, 1 anos
- Fatores de risco
- desmame abrupto aos 8 meses para leite de vaca diluído, por dificuldade financeira de comprar fórmula infantil, insegurança alimentar no domicílio; pai desempregado há 4 meses, diarreia aquosa recorrente nas últimas 2 semanas, sem sangue, sem investigação prévia, acesso limitado a água potável no bairro onde a família mora, perímetro braquial (PB) de 105 mm, abaixo do limiar de desnutrição aguda grave
- Cenário
- Unidade básica de saúde com transferência para hospital de referência com unidade de reidratação e nutrição pediátrica · avaliação inicial com internação para estabilização e reabilitação nutricional, evolução ambulatorial ao longo de semanas após a altaRecursos disponíveis: balança pediátrica, antropômetro e fita de perímetro braquial disponíveis na unidade básica, leito de internação pediátrica com monitorização e laboratório de rotina no hospital de referência, fórmulas terapêuticas F-75 (fase de estabilização) e F-100 (fase de reabilitação) disponíveis na unidade de reidratação e nutrição, alimento terapêutico pronto para uso (RUTF) disponível para a fase de reabilitação e para o seguimento ambulatorial comunitário, solução de reidratação para desnutrição (ReSoMal) disponível na farmácia hospitalar, equipe de assistência social disponível para articulação com a rede de proteção e programas de segurança alimentar
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Classificar a desnutrição aguda grave por antropometria (perímetro braquial, escore Z peso-para-estatura) e pela presença ou ausência de edema bilateral, diferenciando marasmo de kwashiorkor.
- • Conduzir a fase de estabilização priorizando a correção de hipoglicemia e hipotermia — causas precoces de óbito — e a reidratação com ReSoMal em vez de solução salina intravenosa padrão, que tem sódio em excesso e potássio insuficiente para essa população.
- • Iniciar a alimentação terapêutica com cautela (F-75, 60-80% da necessidade calórica, tiamina profilática), reconhecendo que alimentar rápido demais é o principal gatilho da síndrome de realimentação — e resistir a esse mesmo impulso de novo no momento da transição para a fase de reabilitação.
- • Reconhecer que a resposta inflamatória à infecção é atenuada na desnutrição aguda grave, iniciando antibioticoterapia de amplo espectro de rotina mesmo na ausência de febre ou leucocitose, e identificar precocemente a síndrome de realimentação a partir da queda de fósforo, potássio e magnésio.
- • Conversar com a família sobre a causa da desnutrição sem culpabilizá-la, nomeando a insegurança alimentar como causa social já documentada sem descartar uma causa orgânica ainda não investigada, e organizar a alta com seguimento comunitário estruturado e articulação com a rede de proteção social.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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