Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Desnutrição energético-proteica do adulto: da baixa ingestão por luto e isolamento à tuberculose que a dieta sozinha não resolvia
Preparo
- Tuberculose e micobacterioses — diagnóstico, tratamento e infecção latente
- Triagem nutricional e diagnóstico de desnutrição (critérios GLIM)
- Paciente
- masculino, 74 anos
- Comorbidades
- desnutrição energético-proteica grave por baixa ingestão prolongada, pneumonia adquirida na comunidade, em tratamento, tuberculose pulmonar ativa (diagnosticada durante a internação)
- Em uso de
- nenhuma medicação de uso contínuo relatada
- Fatores de risco
- IMC 16,0 kg/m² (peso atual 42 kg, altura 1,62 m), emagrecimento não intencional de cerca de 18% em 4 meses, isolamento social e apetite reduzido após o luto pela esposa (falecida há 8 meses), mora sozinho, baixa renda, reside em bairro de alta transmissão de tuberculose; contato próximo prévio com caso tratado
- Cenário
- enfermaria de clínica médica · internação hospitalarRecursos disponíveis: suplemento nutricional oral hipercalórico/hiperproteico disponível, sonda nasoenteral disponível para instalação quando indicada, equipe de nutrição e dietética para acompanhamento diário, laboratório com eletrólitos disponível em poucas horas, teste molecular rápido para tuberculose (GeneXpert) e baciloscopia de escarro disponíveis, esquema antituberculose padrão disponível pelo programa de controle da tuberculose, serviço social disponível para articulação de apoio a paciente em vulnerabilidade, equipe de nutrição parenteral disponível para interconsulta, caso indicada
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer e classificar desnutrição energético-proteica grave já estabelecida a partir de critérios objetivos (IMC muito baixo, perda de peso importante, baixa ingesta prolongada), sem atribuí-la a causas presumidas sem avaliação formal.
- • Iniciar o suporte nutricional precocemente (dentro das primeiras 48 horas de internação), em paralelo ao tratamento da doença aguda, calculando a meta de recuperação energético-proteica pelo peso corporal ATUAL — nunca pelo peso ideal.
- • Escolher a via de suporte nutricional de forma escalonada (oral -> enteral), reservando a via parenteral para quando o trato gastrointestinal não for funcionante, e progredir a meta calórica de forma cautelosa e gradual, mesmo diante de boa tolerância inicial.
- • Monitorizar a resposta ao tratamento distinguindo repleção nutricional real de retenção hídrica, e reconhecer que ausência de resposta a uma terapia nutricional objetivamente adequada é sinal de causa não nutricional subjacente — nunca indicação para apenas aumentar ainda mais o aporte.
- • Conduzir a investigação etiológica de uma desnutrição refratária e manter o suporte nutricional em paralelo ao tratamento da causa de base identificada, sem que um substitua o outro, articulando a continuidade do cuidado após a alta.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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