Formação
Raciocínio diagnósticoResidente
Bia, 7 anos: as mamas que a mãe notou, e o que a ressonância 'limpa' não quer dizer
Preparo
- Desenvolvimento puberal normal e variações
- Puberdade precoce central e periférica
- Vigilância do crescimento e curvas antropométricas
- Paciente
- Mulher, 7 anos
- Comorbidades
- sem comorbidades prévias conhecidas, sem história de uso de cremes, cosméticos ou medicações com estrogênio exógeno em casa
- Em uso de
- nenhuma medicação em uso
- Fatores de risco
- telarca confirmada ao exame (Tanner M3) associada a aceleração da velocidade de crescimento e a discreto avanço da idade óssea — combinação que, entre 6 e 8 anos, não é necessariamente benigna e exige investigação, estatura acima do percentil habitual da família nos últimos meses, sugerindo maturação puberal verdadeira em curso, não apenas variação estatural isolada
- Cenário
- ambulatório de ginecologia infanto-puberal, primeira consulta motivada pelo achado da mãe · consulta ambulatorial de investigação diagnósticaRecursos disponíveis: dosagem hormonal basal (LH, FSH, estradiol) e teste de estímulo com GnRH, com prazo de liberação de alguns dias, radiografia de idade óssea (método de Greulich & Pyle), disponível no próprio serviço, ultrassonografia pélvica, disponível no próprio serviço, ressonância magnética de crânio, com fila de agendamento do sistema de saúde, ambulatório de endocrinologia pediátrica de referência, com vaga em algumas semanas, curvas de crescimento disponíveis na consulta
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que telarca associada a aceleração da velocidade de crescimento e a avanço de idade óssea, entre 6 e 8 anos, não é variante isolada e benigna — exige investigação, não apenas observação
- • Solicitar a investigação etiológica inicial (hormonal, idade óssea, ultrassonografia pélvica) antes de iniciar qualquer bloqueio hormonal da puberdade
- • Explicar por que a ressonância de crânio permanece indicada diante de puberdade precoce central confirmada na menina, mesmo sendo a forma idiopática estatisticamente mais frequente nesse sexo
- • Diferenciar 'ressonância normal' (forma idiopática, sem lesão estrutural) de 'ausência de puberdade precoce' ou de 'ausência de indicação de tratamento'
- • Aconselhar a família com honestidade sobre a força da evidência de benefício de estatura conforme a idade de início do tratamento, sem usar essa ressalva para negar ou adiar tratamento indicado
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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