Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Desenvolvimento normal e particularidades da avaliação na infância e adolescência: o caso de Théo

Preparo

  • Notificação compulsória, Conselho Tutelar e ECA
  • Consulta do adolescente: confidencialidade e autonomia
  • Suspeita de violência física e maus-tratos
Paciente
Homem, 10 anos
Comorbidades
sem comorbidades clínicas ou psiquiátricas prévias conhecidas
Em uso de
nenhuma medicação em uso
Fatores de risco
mudança sustentada de comportamento social e escolar nos últimos 2 meses, sem explicação espontânea da família, padrasto (Cláudio) morando no domicílio há cerca de 1 ano, queda de desempenho escolar no mesmo período do isolamento
Contexto: cursa o 5º ano do ensino fundamental; mora com a mãe, Renata Ribeiro Andrade, e o padrasto, Cláudio; contato esporádico com o pai biológico, que mora em outra cidade; encaminhado ao ambulatório de psiquiatria da infância pela orientadora escolar, após reunião pedagógica que discutiu seu isolamento crescente
Cenário
Ambulatório de psiquiatria da infância e adolescência, com consultas de acompanhamento ao longo de algumas semanas e contato de instituições externas (escola, Conselho Tutelar) entre as sessões · consultas de acompanhamento ambulatorial iniciadas por encaminhamento escolar, evoluindo para o reconhecimento de suspeita de maus-tratos e a articulação com a rede de proteção da criançaRecursos disponíveis: prontuário eletrônico com registro de evolução, contato com a responsável legal (mãe), canal de comunicação com a escola de origem do encaminhamento, fluxo institucional de comunicação ao Conselho Tutelar, materiais lúdicos e de desenho para a entrevista com a criança
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 5/5
O que este caso treina
  • • Usar a trajetória de desenvolvimento esperada para a idade como referência para distinguir uma fase típica de um desvio que merece investigação mais profunda.
  • • Conduzir a entrevista com a criança de forma indireta e não interrogativa, e integrar informações divergentes entre familiares e a escola sem descartar nenhuma delas como falsa.
  • • Estabelecer, antes de aprofundar temas sensíveis, o combinado de sigilo próprio da criança/adolescente com capacidade de discernimento e suas exceções.
  • • Reconhecer uma revelação espontânea de suspeita de maus-tratos e responder sem interrogatório exaustivo nem minimização, cumprindo o dever legal de comunicação ao Conselho Tutelar independentemente de anuência do responsável.
  • • Comunicar de forma proporcional com a criança, a família e a escola ao longo do tempo, sustentando o limite do sigilo sem prejudicar o vínculo terapêutico.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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