Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Davi, recém-nascido de cesárea: quando a taquipneia não é só transitória
Preparo
- Pneumotórax hipertensivo: da descompressão de emergência ao manejo definitivo e prevenção de recidiva
- Cardiopatias congênitas cianóticas e recém-nascido com cianose
- Sepse neonatal precoce e tardia
- Paciente
- Homem, 0 anos
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade conhecida; recém-nascido a termo, previamente hígido
- Fatores de risco
- cesárea eletiva SEM trabalho de parto, indicada por apresentação pélvica, com 38 semanas de idade gestacional, Apgar 9 no 1º minuto e 9 no 5º minuto, swab para Streptococcus agalactiae (GBS) negativo na 36ª semana, mãe afebril durante o trabalho de internação; bolsa rota apenas no momento da cesárea
- Cenário
- Alojamento conjunto e unidade de observação/UTI neonatal de hospital geral, com suporte de CPAP nasal, cânula de alto fluxo e ventilação mecânica disponíveis, e interconsulta com cardiologia pediátrica e ecocardiografia disponíveis mediante acionamento · internação neonatal — investigação e manejo de desconforto respiratório iniciado nas primeiras horas de vidaRecursos disponíveis: oximetria de pulso pré e pós-ductal disponível a qualquer momento, radiografia de tórax disponível, capacete/cateter nasal de oxigênio, CPAP nasal e cânula nasal de alto fluxo disponíveis, ventilação mecânica invasiva disponível, hemograma, PCR e hemocultura disponíveis, ampicilina e gentamicina disponíveis para esquema empírico, se indicado, equipe de cardiologia pediátrica e ecocardiografia disponíveis mediante interconsulta, equipamento para punção/drenagem torácica disponível na unidade neonatal
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer os sinais de desconforto respiratório neonatal (taquipneia acima de 60 irpm, tiragem, batimento de asas nasais e gemência — itens do boletim de Silverman-Andersen) num recém-nascido com o principal fator de risco para taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN, cesárea sem trabalho de parto), e diferenciar o padrão radiográfico da TTRN do padrão da síndrome do desconforto respiratório.
- • Aplicar o critério objetivo de FiO2 acima de 0,40 para escalonar o suporte respiratório para CPAP nasal (ou cânula de alto fluxo), reconhecendo que surfactante exógeno não é indicado na ausência de padrão radiográfico de síndrome do desconforto respiratório.
- • Decidir a segurança da via alimentar por frequência respiratória (oral apenas com FR consistentemente abaixo de 60 irpm e trabalho respiratório mínimo) e a indicação de antibioticoterapia empírica diante da sobreposição de sintomas entre TTRN e sepse neonatal precoce, usando um critério clínico objetivo.
- • Reconhecer piora súbita e assimétrica sob suporte respiratório como pneumotórax hipertensivo até que se prove o contrário, agindo por descompressão antes de aguardar confirmação radiológica formal diante de sinais de comprometimento respiratório e hemodinâmico.
- • Reconhecer hipoxemia refratária desproporcional ao quadro pulmonar, com gradiente de saturação pré/pós-ductal, como sugestiva de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido ou cardiopatia congênita crítica, e comunicar essa mudança de gravidade à família sem minimizar nem alarmar de forma desproporcional.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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