Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Falta de ar que piora em dois dias no câncer de mama: reconhecer o tamponamento antes da parada

Preparo

  • Doença pericárdica aguda e pericardiocentese
  • Ultrassom point-of-care (POCUS) aplicado ao paciente cardiovascular crítico
  • Síndromes aórticas agudas: dissecção, hematoma intramural e úlcera penetrante
  • Complicações mecânicas do infarto do miocárdio

Estruturas do Atlas: 3

Paciente
Mulher, 58 anos
Comorbidades
câncer de mama metastático (ósseo e pericárdico), diagnosticado há 8 meses, derrame pericárdico maligno pequeno-moderado identificado há 3 semanas em ecocardiograma de rotina oncológica, até então sem repercussão hemodinâmica
Em uso de
quimioterapia paliativa em curso, ácido zoledrônico mensal para as metástases ósseas, analgesia para dor óssea metastática
Fatores de risco
derrame pericárdico maligno conhecido, com taxa de recorrência bem estabelecida (40-70%) quando não tratado definitivamente, doença oncológica avançada com múltiplos sítios metastáticos
Contexto: vive com o marido e tem dois filhos adultos; em tratamento oncológico paliativo ativo há 8 meses
Cenário
pronto-socorro, evoluindo para internação em leito monitorizado e depois enfermaria oncológica · emergência com necessidade de reconhecimento e conduta imediata diante de suspeita de tamponamento cardíaco em paciente com derrame pericárdico maligno já conhecidoRecursos disponíveis: ultrassonografia point-of-care à beira-leito, ecocardiograma transtorácico completo do serviço de cardiologia (agenda do mesmo dia), equipe de cardiologia e hemodinâmica disponível para pericardiocentese guiada por imagem, equipe de cirurgia cardíaca/torácica disponível para discussão multidisciplinar, laboratório com citologia oncótica, bacterioscopia e cultura disponíveis, equipe de oncologia clínica acompanhando o caso
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a tríade clínica de tamponamento cardíaco e o pulso paradoxal à beira-leito, entendendo que a VELOCIDADE de piora — não apenas o volume do derrame — determina a repercussão hemodinâmica.
  • • Indicar drenagem pericárdica de emergência apoiada em ultrassonografia point-of-care, sem aguardar o laudo do exame formal completo, quando a etiologia não contraindica a punção.
  • • Investigar ativamente, antes de qualquer punção, as duas etiologias que contraindicam a pericardiocentese por agulha — dissecção aórtica e ruptura de parede livre pós-infarto —, reconhecendo a drenagem controlada de pequeno volume como a exceção que serve de ponte para a cirurgia.
  • • Evitar a ventilação com pressão positiva no paciente com tamponamento não descomprimido, usando expansão volêmica cautelosa como medida temporizadora.
  • • Investigar a etiologia do derrame pericárdico mesmo diante de malignidade já conhecida, e conduzir a prevenção de recorrência e a comunicação do diagnóstico com honestidade.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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