Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Depressão resistente ao tratamento: da pseudorresistência à eletroconvulsoterapia, o caso de Marina

Preparo

  • Eletroconvulsoterapia: indicações, contraindicações e consentimento
  • Capacidade civil, interdição e tomada de decisão apoiada
  • Transtorno bipolar: diagnóstico e risco de virada
  • Terapias biológicas emergentes: cetamina/escetamina e canabidiol
  • Tratamento da depressão: fases aguda, de continuação e de manutenção
Paciente
Mulher, 41 anos
Comorbidades
transtorno depressivo maior, episódio atual com 7 meses de evolução, sem remissão completa, dois tratamentos antidepressivos anteriores em dose e tempo considerados adequados, sem resposta satisfatória: sertralina 200mg/dia por 10 semanas e venlafaxina 225mg/dia por 12 semanas
Em uso de
venlafaxina 225mg/dia, em uso atual, dose máxima tolerada
Fatores de risco
episódio depressivo atual com 7 meses de evolução sem remissão completa, relato familiar (irmã) de um período de humor elevado, insônia sem cansaço e aumento de atividade, com duração ainda não caracterizada formalmente, ocorrido anos atrás
Contexto: casada, mora com o marido e uma filha adolescente; professora do ensino fundamental, afastada do trabalho por licença médica há 2 meses
Cenário
Ambulatório de psiquiatria, com evolução ao longo de aproximadamente 3 meses, incluindo internação psiquiátrica por depressão com sintomas psicóticos, recusa alimentar e risco iminente de suicídio, e série aguda de eletroconvulsoterapia · acompanhamento ambulatorial de depressão resistente ao tratamento, evoluindo para internação por depressão psicótica e indicação de eletroconvulsoterapiaRecursos disponíveis: histórico detalhado de tratamentos farmacológicos prévios (dose, duração, adesão) e exames laboratoriais basais, avaliação psiquiátrica estruturada para triagem de bipolaridade e de sintomas psicóticos, monitorização de litemia e função renal/tireoidiana, leito de internação psiquiátrica com equipe multiprofissional, equipe de eletroconvulsoterapia (psiquiatra, anestesista, enfermagem) e sala equipada, serviço certificado para administração de escetamina sob o programa REMS, com monitorização pós-dose
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar pseudorresistência (dose/duração inadequada, má adesão, diagnóstico incorreto) de resistência verdadeira antes de rotular um episódio depressivo como resistente ao tratamento.
  • • Reconhecer bipolaridade não identificada como causa frequente de falha aparente ao antidepressivo, investigando ativa e estruturadamente hipomania pregressa sem ignorá-la nem presumi-la.
  • • Escalonar corretamente o tratamento farmacológico da depressão resistente confirmada, com potencialização por lítio, evitando tanto a troca sucessiva indefinida de antidepressivo quanto combinações medicamentosas perigosas.
  • • Reconhecer as indicações de urgência da eletroconvulsoterapia (depressão psicótica, recusa alimentar, risco iminente de suicídio) e o papel limitado — de ponte, nunca substituto — da escetamina/cetamina nesse cenário.
  • • Conduzir consentimento e comunicação sobre eletroconvulsoterapia diante de capacidade decisória possivelmente comprometida por conteúdo delirante e de estigma dentro da própria equipe de saúde.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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