Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Depressão no idoso e diferencial com pseudodemência: o caso de José Roberto

Preparo

  • Risco de suicidio no idoso: fatores especificos e subestimacao do risco
  • Antidepressivos: classes, seleção e efeitos adversos
Paciente
Homem, 74 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, controlada com losartana, viuvez há 8 meses (esposa faleceu de câncer), sem história psiquiátrica prévia conhecida
Em uso de
losartana 50mg/dia
Fatores de risco
sexo masculino e idade ≥ 65 anos — maior letalidade de tentativa de suicídio, viuvez recente e isolamento social crescente desde então, queixa somática e cognitiva proeminentes, mascarando o quadro afetivo de base
Contexto: aposentado (ex-bancário), viúvo há 8 meses, mora sozinho; a filha, Renata, mora na mesma cidade, visita semanalmente e trouxe o pai à consulta preocupada com o que interpreta como 'início de Alzheimer'
Cenário
Ambulatório de psiquiatria/psicogeriatria, com consultas de retorno ao longo de aproximadamente 8 semanas para conduzir o diagnóstico diferencial e o teste terapêutico · primeira consulta trazida pela família por suspeita de declínio cognitivo, evoluindo para investigação de depressão tardia com queixa cognitiva associadaRecursos disponíveis: avaliação do estado mental e testagem cognitiva formal (ex.: MEEM), Escala de Depressão Geriátrica (versão curta), exames laboratoriais de rastreio (hemograma, função tireoidiana, B12, sódio), encaminhamento para avaliação neurocognitiva formal/neuroimagem quando indicado, consultas de retorno programadas para reavaliação do teste terapêutico
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que a depressão no idoso frequentemente se apresenta como apatia, queixa somática e queixa cognitiva, e não como tristeza declarada.
  • • Conduzir o diferencial entre depressão com queixa cognitiva (pseudodemência) e transtorno neurocognitivo inicial usando curso, consciência do déficit e padrão de esforço, em vez de um único escore de teste cognitivo.
  • • Investigar ativamente ideação suicida, plano e acesso a meios letais no homem idoso, que raramente traz essa queixa de forma espontânea.
  • • Reconhecer que depressão e declínio cognitivo frequentemente coexistem no idoso, sem forçar uma escolha binária entre as duas hipóteses.
  • • Escolher o antidepressivo pesando risco de hiponatremia, queda e interação no idoso, e usar a resposta ao tratamento como teste diagnóstico com prazo definido, sem encerrar o caso quando o humor remite mas o déficit cognitivo persiste.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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