Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Dengue com sinais de alarme: a febre que cede não é a melhora
Preparo
- Reconhecimento e manejo inicial dos tipos de choque
- Uso racional de hemocomponentes e hemoderivados
- Paciente
- Mulher, 27 anos
- Fatores de risco
- reside em município com transmissão ativa de dengue confirmada pela vigilância epidemiológica local, sem diagnóstico prévio conhecido de dengue (não é possível excluir uma segunda infecção por sorotipo diferente, fator de risco reconhecido para forma grave)
- Cenário
- Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em município com surto ativo de dengue, com leitos de observação e retaguarda hospitalar para casos graves · reavaliação no 5º dia de síndrome febril aguda, buscando atendimento porque a febre cedeu nas últimas horas e surgiram dor abdominal e vômitosRecursos disponíveis: hemograma completo com contagem de plaquetas, hematócrito seriado, inclusive por microhematócrito capilar, prova do laço, solução cristaloide isotônica (SF 0,9% e Ringer lactato) para hidratação venosa, leito de observação com reavaliação clínica frequente, transferência para unidade com terapia intensiva e hemoderivados em caso de choque
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que a defervescência marca o início da fase crítica da dengue, não a melhora, e não liberar um paciente com sinais de alarme só porque a febre cedeu.
- • Classificar o paciente em grupos de risco a partir dos sinais de alarme clínicos e laboratoriais (hematócrito em alta concomitante a plaquetas em queda) e conduzir a hidratação venosa escalonada com solução isotônica, reavaliada por hematócrito seriado.
- • Evitar anti-inflamatórios não esteroidais e ácido acetilsalicílico no manejo da dengue, pelo risco de sangramento.
- • Reconhecer o choque compensado — pressão arterial sistólica ainda normal, mas pulso estreito e má perfusão periférica — sem se enganar pelo número isolado da pressão arterial, e diferenciar queda do hematócrito por melhora de queda por sangramento oculto durante o choque persistente.
- • Evitar transfusão profilática de plaquetas sem sangramento ativo, e reconhecer os critérios de alta evitando sobrecarga hídrica iatrogênica na fase de recuperação.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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