Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Delirium: manejo psiquiátrico especializado e prevenção: o caso de Antônio
Preparo
- Delirium hipoativo: reconhecimento do subtipo silencioso e subdiagnosticado
- Modelo de Inouye: fatores predisponentes e precipitantes do delirium
- Diagnostico de delirium pelo Confusion Assessment Method (CAM)
- Paciente
- Homem, 82 anos
- Comorbidades
- doença de Parkinson idiopática leve, diagnosticada há 3 anos, em uso de levodopa/carbidopa, hipertensão arterial sistêmica controlada, em uso de losartana, fratura de colo de fêmur direito por queda em casa, submetida a osteossíntese no dia seguinte à admissão, sem diagnóstico formal de demência, mas com queixas leves de esquecimento relatadas pela família ao longo do último ano
- Em uso de
- levodopa/carbidopa, losartana
- Fatores de risco
- idade avançada (82 anos), doença de Parkinson de base, cirurgia de grande porte recente (osteossíntese de fêmur), possível reserva cognitiva já reduzida, ainda que sem diagnóstico formal de demência, múltiplos medicamentos em uso, incluindo os acrescentados no pós-operatório
- Cenário
- Enfermaria de Ortopedia de hospital geral, pós-operatório de fratura de fêmur · interconsulta psiquiátrica (consultoria-ligação) para avaliação e manejo de alteração aguda do estado mental em paciente idoso internado, com evolução ao longo de cerca de uma semana até a alta hospitalarRecursos disponíveis: avaliação laboratorial e exames de imagem sob solicitação, equipe de enfermagem da Ortopedia, com possibilidade de monitorização mais frequente de sinais vitais, interconsulta disponível com Clínica Médica/Infectologia se necessário, disponibilidade de lorazepam e antipsicóticos na farmácia hospitalar, eletroconvulsoterapia disponível mediante avaliação especializada, se necessário
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer clinicamente um delirium agudo e flutuante, incluindo o subtipo hipoativo, frequentemente confundido com melhora clínica ou depressão.
- • Investigar sistematicamente as causas precipitantes reversíveis do delirium e revisar medicações de risco acrescentadas durante a internação.
- • Priorizar medidas não farmacológicas como tratamento principal do delirium, sem antipsicótico profilático em paciente sem agitação ou risco que justifique.
- • Reconhecer catatonia — inclusive a forma maligna — no diferencial de um paciente hipoativo, mutista ou rígido e febril, distinguindo-a de piora simples do delirium ou de infecção isolada.
- • Aplicar o teste terapêutico com lorazepam antes de qualquer antipsicótico diante de suspeita de catatonia, e planejar o desmame gradual do benzodiazepínico após a resolução.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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