Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Delirium agudo no idoso: reconhecer, diferenciar de demência e conter com segurança
Preparo
- Polifarmácia, interações medicamentosas e deprescrição
- Tranquilização rápida e contenção física: indicação, técnica e segurança
- Primeiro episódio psicótico
- Paciente
- Homem, 78 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica em tratamento, esquecimento leve há cerca de 2 anos, nunca formalmente investigado, hiperplasia prostática benigna com incontinência urinária de urgência
- Em uso de
- hidroclorotiazida, uso contínuo, prometazina para insônia, prescrita por outro médico há cerca de 3 semanas, oxibutinina para incontinência urinária, iniciada há cerca de 1 mês
- Fatores de risco
- idade igual ou superior a 75 anos, comprometimento cognitivo leve prévio, nunca formalmente avaliado, uso recente de dois medicamentos com efeito anticolinérgico, mora apenas com a filha, sem outra rede de apoio próxima
- Cenário
- Pronto-Socorro de hospital geral com leito de observação, laboratório de urgência, tomografia de crânio disponível 24h e interconsulta de psiquiatria e de geriatria disponíveis · admissão por confusão mental aguda e agitação de início recente, em paciente idosoRecursos disponíveis: exame físico e neurológico completo, hemograma, função renal, eletrólitos, glicemia, exame de urina e urocultura, gasometria arterial, eletrocardiograma, tomografia de crânio sem contraste, revisão da lista de medicamentos em uso, interconsulta de psiquiatria e de geriatria, protocolo institucional de medidas não farmacológicas de reorientação
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer delirium pelo curso agudo, pela flutuação e pelo déficit de atenção (critérios do CAM), diferenciando-o da progressão lenta e estável de demência e de agitação vespertina inespecífica.
- • Identificar a apresentação hipoativa do delirium — a mais frequente e a mais subdiagnosticada no idoso — evitando confundi-la com melhora, cansaço ou depressão.
- • Conduzir uma investigação inicial DIRECIONADA da causa orgânica (infecção, fármaco, retenção urinária, dor, distúrbio metabólico), reconhecendo sinais de alarme (déficit focal novo, piora do nível de consciência) que exigem imagem urgente.
- • Revisar a lista de medicamentos em uso e identificar fármacos precipitantes, especialmente os de efeito anticolinérgico, mesmo depois de já ter identificado outra causa.
- • Aplicar medidas não farmacológicas antes de qualquer sedação química, e usar contenção química com segurança quando estritamente necessário, evitando o benzodiazepínico como sedativo padrão fora de abstinência.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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