Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Deficiência energética relativa no esporte: da amenorreia da corredora universitária à fratura por estresse que a pressão da bolsa esportiva quase fez recarregar cedo demais
Preparo
- Amenorreia primária e secundária: investigação
- Quadril e fêmur: geometria de fratura, luxação e vascularização
- Avaliação nutrológica e risco clínico no transtorno alimentar
- Paciente
- feminino, 22 anos
- Comorbidades
- amenorreia secundária relacionada ao exercício, há 4 meses no início do caso, baixa disponibilidade energética relativa ao esporte (RED-S/tríade da mulher atleta), diagnóstico central do caso, fratura por estresse do colo femoral direito, cortical superior (lado de tração), diagnosticada durante o acompanhamento
- Em uso de
- nenhuma medicação de uso contínuo relatada
- Fatores de risco
- corredora de fundo universitária, cerca de 90 km de treino de corrida por semana, restrição calórica autoimposta há vários meses para 'ficar mais leve e mais rápida', IMC 20,5 kg/m² (dentro da faixa normal, o que não afasta baixa disponibilidade energética), histórico de 2 fraturas de estresse em metatarso nos últimos 2 anos, bolsa de estudos esportiva condicionada a desempenho em competições
- Cenário
- ambulatório de nutrologia esportiva · consultas ambulatoriais programadas, com retornos ao longo de aproximadamente 10 semanasRecursos disponíveis: nutricionista esportivo disponível para avaliação e acompanhamento dietético, ginecologista disponível para avaliação da disfunção menstrual, ortopedista/medicina esportiva disponível para avaliação e seguimento da fratura por estresse, radiografia simples e ressonância magnética disponíveis, psicólogo/psiquiatra disponível para avaliação de transtorno alimentar quando indicado, densitometria óssea (DEXA) disponível
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer baixa disponibilidade energética relativa ao esporte (RED-S/tríade da mulher atleta) a partir da história de treino, ingesta alimentar e disfunção menstrual, evitando normalizar sinais de alarme como 'adaptação ao treino'.
- • Conduzir a investigação inicial da amenorreia relacionada ao exercício afastando gravidez e completando avaliação laboratorial básica antes de qualquer intervenção hormonal.
- • Reconhecer e manejar adequadamente uma fratura por estresse de alto risco (colo femoral, cortical de tração), suspendendo carga de impacto e encaminhando com urgência, mesmo diante de imagem inicial negativa ou ausência de dor intensa.
- • Rastrear ativamente a sobreposição com transtorno alimentar de forma reservada e não julgadora, independentemente do IMC estar na faixa normal, e coordenar o cuidado interprofissional (nutrição, ginecologia, ortopedia, saúde mental).
- • Tomar a decisão de retorno ao treino e à competição com base em critérios clínicos objetivos, resistindo a pressões externas (técnico, bolsa esportiva) para liberação precoce, e estruturar monitorização de longo prazo para prevenir recidiva.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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