Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Deficiência de vitamina B12 e de folato: do sintoma neurológico sem anemia à reposição definitiva, sem mascarar uma pela outra
- Paciente
- Homem, 72 anos
- Comorbidades
- diabetes mellitus tipo 2 há 9 anos, doença do refluxo gastroesofágico
- Em uso de
- metformina 850 mg 3x/dia (em uso há mais de 5 anos), omeprazol 40 mg/dia (em uso contínuo há mais de 2 anos), losartana 50 mg/dia
- Fatores de risco
- uso prolongado de metformina, uso prolongado de inibidor de bomba de prótons, idade acima de 65 anos
- Cenário
- ambulatório de nutrologia de referência, após encaminhamento da atenção primária · consultas ambulatoriais seriadas, do reconhecimento do quadro neurológico à consolidação do esquema terapêutico definitivoRecursos disponíveis: hemograma completo com índices eritrocitários, dosagem sérica de vitamina B12 e de folato, dosagem de ácido metilmalônico e homocisteína, pesquisa de anticorpo anti-fator intrínseco, pesquisa de sangue oculto nas fezes e encaminhamento para endoscopia digestiva alta, vitamina B12 injetável (cianocobalamina) e vitamina B12 oral em alta dose, ácido fólico oral
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que a manifestação neurológica da deficiência de vitamina B12 pode ocorrer sem anemia ou macrocitose, e não depende de alteração no hemograma para ser investigada.
- • Reconhecer as limitações da dosagem sérica isolada de vitamina B12 e utilizar ácido metilmalônico e homocisteína para esclarecer casos limítrofes ou discordantes da clínica.
- • Investigar a causa da deficiência de vitamina B12 (uso de metformina e de inibidor de bomba de prótons, anemia perniciosa, sinais de alarme gastrointestinais) em vez de apenas repor a vitamina.
- • Reconhecer o risco de mascarar a deficiência de vitamina B12 ao repor ácido fólico isoladamente, garantindo a cobertura da vitamina B12 antes ou concomitantemente ao folato.
- • Escolher a via e a intensidade da reposição de vitamina B12 conforme a gravidade da deficiência e a presença de manifestação neurológica, reavaliando pelo exame clínico e não apenas pelo hemograma.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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