Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Declínio cognitivo na UBS: demência, depressão e o delirium que ninguém pode perder
Preparo
- Delirium sobreposto a demencia: reconhecimento da mudanca sobre a linha de base
- Causas reversiveis de demencia e demencias secundarias
- Depressao versus pseudodemencia: diagnostico diferencial e implicacao terapeutica
- Carga anticolinergica cumulativa: efeito somado de multiplos farmacos de baixo risco individual
- Paciente
- Homem, 82 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica controlada, viuvez recente (esposa faleceu há cerca de 1 ano)
- Em uso de
- losartana 50mg 1x/dia, clonazepam 2mg à noite, uso contínuo há cerca de 3 anos, prescrito logo após o falecimento da esposa e nunca reavaliado
- Fatores de risco
- uso ocasional de um anti-histamínico de venda livre para dormir, com efeito anticolinérgico, parou de dirigir há alguns meses porque 'andava se perdendo' em trajetos conhecidos
- Cenário
- UBS de bairro, unidade de referência de Raimundo há vários anos, sem neuropsicólogo nem exame de neuroimagem disponível no local, com fluxo de referência e contrarreferência estabelecido para o centro de referência em saúde do idoso · consulta programada de acompanhamento, motivada por queixa de memória trazida pela filha, com retornos ao longo de mesesRecursos disponíveis: teste cognitivo breve (MEEM) e testes complementares simples de rastreio, exames laboratoriais básicos (TSH, vitamina B12, hemograma, glicemia, função renal), exame de urina tipo 1, revisão e reconciliação da lista de medicamentos em uso, avaliação da sobrecarga do cuidador e orientação pelo Guia Prático do Cuidador, discussão de caso (matriciamento) com geriatria, encaminhamento à atenção especializada, respeitando fluxo de referência e contrarreferência, mantendo o acompanhamento pela própria UBS
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar demência (crônica, progressiva, evidente por pelo menos seis meses), depressão/pseudodemência (pode mimetizar declínio cognitivo e responde a tratamento) e delirium (agudo, flutuante, geralmente por causa orgânica tratável) diante de uma queixa de declínio cognitivo.
- • Investigar ativamente causas reversíveis de comprometimento cognitivo (disfunção tireoidiana, deficiência de B12, depressão, efeito de medicamentos, uso de álcool, déficit sensorial) antes de atribuir um rótulo diagnóstico definitivo.
- • Reconhecer uma piora cognitiva de instalação aguda e flutuante como possível delirium — uma urgência médica que exige investigar e tratar a causa de base, nunca sedar empiricamente nem atribuí-la à evolução natural da idade ou da demência.
- • Revisar criticamente o uso crônico de benzodiazepínicos e fármacos de efeito anticolinérgico em idosos, planejando redução gradual e acompanhada quando indicado.
- • Preparar um encaminhamento com exames, teste cognitivo e linha do tempo prontos, mantendo a responsabilização da UBS pelo acompanhamento, e reconhecer a sobrecarga do cuidador como parte do próprio cuidado clínico.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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