Formação

Decisão clínicaResidente

Três indicações convergentes: a decisão de revascularizar Sr. Aparecido e o papel do heart team

Preparo

  • Doença coronariana no diabético e no paciente com doença renal crônica
Paciente
Homem, 63 anos
Comorbidades
diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos, com controle glicêmico inadequado (HbA1c 8,4%), hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia mista, em uso de estatina de alta potência, ex-tabagista (30 anos-maço, cessou há 5 anos)
Em uso de
bisoprolol 10mg/dia, isossorbida (nitrato de ação prolongada) em dose otimizada, AAS 100mg/dia, atorvastatina 80mg/dia, losartana 100mg/dia, metformina 1g 2x/dia
Fatores de risco
diabetes mellitus tipo 2 de longa data com controle inadequado, disfunção ventricular esquerda de etiologia isquêmica, doença arterial coronariana triarterial com envolvimento proximal da descendente anterior
Contexto: aposentado, mora com a esposa, acompanhado ambulatorialmente por cardiologista assistente e encaminhado à discussão de heart team de hospital terciário para definição compartilhada da estratégia de revascularização
Cenário
ambulatório de heart team de hospital terciário (cardiologia clínica, hemodinâmica e cirurgia cardiovascular), consulta multidisciplinar conduzida na presença do paciente e da esposa · avaliação eletiva ambulatorial para definição compartilhada da estratégia de revascularização miocárdica em doença arterial coronariana crônica sintomáticaRecursos disponíveis: cateterismo cardíaco diagnóstico já realizado, ecocardiograma transtorácico disponível, escore de risco cirúrgico (STS/EuroSCORE) disponível para cálculo formal, equipe de heart team (cardiologia clínica, hemodinâmica e cirurgia cardiovascular) disponível para discussão conjunta, registro ambulatorial de adesão e resposta à terapia antianginosa otimizada
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Distinguir revascularização por alívio de sintoma de revascularização por redução de eventos, reconhecendo que o benefício prognóstico não está presente em toda anatomia coronariana nem justifica tratar toda lesão obstrutiva encontrada.
  • • Usar o escore SYNTAX como um dado a mais para caracterizar a complexidade anatômica, junto com o reconhecimento explícito de suas limitações metodológicas, em vez de tratá-lo como mandato automático ou descartá-lo inteiramente.
  • • Reconhecer que a combinação de doença multiarterial com SYNTAX elevado, diabetes mellitus e disfunção ventricular esquerda constitui evidência concordante e independente a favor da cirurgia de revascularização, com custo real de mortalidade quando essa recomendação não é feita.
  • • Organizar as variáveis clínicas, anatômicas e funcionais que uma discussão de heart team exige — incluindo a fração de ejeção — antes de fechar uma recomendação de revascularização.
  • • Distinguir entre uma recomendação orientada por diretriz e a preferência informada do paciente, aplicando decisão compartilhada exatamente onde a evidência sustenta real equivalência clínica (ex.: lesão de tronco com SYNTAX baixo a intermediário) e consentimento pleno onde a evidência favorece uma estratégia.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado