Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Cuidados pós-parada cardiorrespiratória: as primeiras horas depois do RCE
Preparo
- Estado vegetativo, estado de consciência mínima e prognóstico neurológico
- Diagnóstico de morte encefálica: protocolo e comunicação familiar
- Paciente
- Homem, 45 anos
- Comorbidades
- transtorno por uso de opioides
- Fatores de risco
- parada cardiorrespiratória extra-hospitalar por provável depressão respiratória associada a opioide, tempo prolongado de reanimação (cerca de 14 minutos) até o retorno da circulação espontânea
- Cenário
- Sala de emergência de hospital terciário, logo após a admissão de paciente pós-parada cardiorrespiratória extra-hospitalar com retorno da circulação espontânea (RCE), intubado e sedado, trazido pelo SAMU · cuidados pós-parada cardiorrespiratória (pós-RCE) em paciente comatoso, mecanicamente ventilado, desde a chegada ao pronto-socorro até o terceiro dia de internaçãoRecursos disponíveis: ventilador mecânico com capnografia contínua, monitor multiparamétrico com oximetria de pulso e pressão arterial, gasometria arterial e glicemia capilar seriadas, dispositivo de controle direcionado de temperatura, eletroencefalograma contínuo/intermitente disponível, equipe multiprofissional de UTI, neurologia e cardiologia para interconsulta
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Realizar avaliação sistemática pós-retorno da circulação espontânea (RCE), confirmando via aérea, sinais vitais, ECG e monitorização hemodinâmica, sem presumir estabilidade apenas pelo RCE.
- • Titular a oferta de oxigênio (meta de SpO2 92-98%) e ajustar a ventilação (meta de PaCO2 35-45 mmHg), evitando tanto hiperóxia/hiperventilação quanto hipóxia/hipercapnia não tratadas.
- • Tratar a hipotensão pós-parada com meta objetiva de perfusão de órgãos (PAM > 65 mmHg ou PAS > 90 mmHg) e investigar ativamente causas reversíveis, mesmo diante de uma explicação aparente já disponível.
- • Instituir controle direcionado de temperatura e prevenção de febre em todo paciente comatoso pós-parada, independentemente de ele estar afebril no momento da avaliação.
- • Reconhecer que a avaliação de morte encefálica exige a exclusão prévia de condições confundidoras (temperatura, sedação, distúrbios metabólicos) e que a prognosticação neurológica definitiva exige abordagem multimodal e tempo suficiente, comunicando essa incerteza honestamente à família.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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