Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Cuidados de fim de vida, ortotanásia e ordens de não-reanimação: o caso do Sr. Aparício

Preparo

  • Comunicação de más notícias e definição de metas de cuidado
  • Diretivas antecipadas de vontade, capacidade decisória e decisão substituta
Paciente
Homem, 78 anos
Comorbidades
adenocarcinoma de pâncreas metastático (fígado e peritônio), diagnosticado há 4 meses, com progressão confirmada após 2ª linha de quimioterapia paliativa e sem indicação de tratamento oncológico específico adicional, hipertensão arterial sistêmica em uso de losartana, caquexia relacionada à doença oncológica avançada
Em uso de
losartana 50mg/dia, morfina oral em titulação para dor abdominal oncológica, laxante em uso regular associado ao opioide
Fatores de risco
ECOG 4 (acamado, dependente para todos os cuidados), icterícia e hipoalbuminemia, ausência de equipe de cuidados paliativos dedicada no hospital e no município onde mora
Contexto: Motorista aposentado, casado há 52 anos com Dona Marlene (77 anos), com quem mora; filho mais velho, Renato (50 anos), mora em outro estado e chega no meio da internação para acompanhar o pai
Cenário
Enfermaria de Clínica Médica de hospital geral, leito comum, sem equipe de cuidados paliativos dedicada no hospital · internação hospitalar por dor oncológica refratária e piora do estado geral, ao longo de aproximadamente 7 dias até a fase ativa de morteRecursos disponíveis: equipe de enfermagem da enfermaria, Comitê de Bioética/Comissão de Ética Médica do hospital, acionável por interconsulta, farmácia hospitalar com opioides disponíveis, assistente social do serviço, prontuário eletrônico
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 1/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a fase final de uma doença grave e incurável e iniciar o planejamento de cuidados voltado à qualidade de vida, comunicando diagnóstico e prognóstico ao próprio paciente sempre que ele deseje e puder recebê-los.
  • • Distinguir ortotanásia (permitida), cuidados paliativos e obstinação terapêutica de eutanásia (proibida), inclusive diante de pedidos diretos do paciente ou da família para abreviar ou para prolongar a vida a qualquer custo.
  • • Conduzir a decisão de limitação de suporte e a ordem de não-reanimação de forma compartilhada, fundamentada e registrada no prontuário, sem confundir 'não reanimar' com 'abandonar os cuidados'.
  • • Manejar o conflito entre membros da família sobre metas de cuidado, priorizando a vontade do próprio paciente e acionando o Comitê de Bioética/Comissão de Ética quando não houver consenso.
  • • Prestar os cuidados dos últimos dias de vida — controle sintomático, suspensão de investigações sem benefício e suporte à família — de forma coerente com o plano de cuidado já pactuado.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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