Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Crise hipertensiva: emergência, urgência e a pseudocrise que se parece com as duas

Preparo

  • AVC agudo e manejo inicial
Paciente
Mulher, 62 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica há 15 anos
Em uso de
losartana 50mg/dia (uso irregular), hidroclorotiazida 25mg/dia (uso irregular)
Fatores de risco
não adesão ao tratamento anti-hipertensivo nas últimas semanas, dificuldade financeira relatada para manter a compra regular dos medicamentos, sedentarismo
Contexto: trabalha como cozinheira, mora sozinha, chega à UPA acompanhada de uma vizinha
Cenário
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com leito de observação monitorado e possibilidade de articulação de vaga em UTI de hospital de referência · atendimento de emergência por crise hipertensiva sintomática, com decisão sequencial sobre classificação, tratamento e monitorizaçãoRecursos disponíveis: monitor multiparamétrico com PA não invasiva contínua, bomba de infusão para droga vasoativa titulável, nitroprussiato de sódio, captopril e clonidina disponíveis na farmácia da unidade, leito de observação monitorado e possibilidade de vaga articulável em UTI, laboratório para função renal, urina tipo I, potássio e marcadores de necrose miocárdica, eletrocardiógrafo e radiografia de tórax, tomografia de crânio disponível
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar emergência hipertensiva de urgência hipertensiva e de pseudocrise hipertensiva pelo status clínico e pela presença de lesão aguda de órgão-alvo, não pelo valor absoluto da pressão arterial.
  • • Reconhecer a encefalopatia hipertensiva como emergência neurológica a partir da combinação de confusão mental aguda e papiledema, mesmo sem déficit focal.
  • • Indicar o tratamento anti-hipertensivo intravenoso titulável em ambiente monitorado para emergência hipertensiva confirmada, evitando o esquema oral de urgência e a nifedipina de liberação rápida por via sublingual.
  • • Ajustar a meta e a velocidade de redução pressórica ao cenário clínico específico — reduzindo a pressão arterial média em até 25% na primeira hora na encefalopatia hipertensiva, mas tolerando a hipertensão no acidente vascular encefálico isquêmico agudo sem indicação de trombólise.
  • • Reconhecer sinais de hipoperfusão cerebral por redução excessiva ou rápida demais da pressão arterial e corrigir a conduta antes que o dano se instale.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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