Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Criança dependente de tecnologia em crise: a via aérea que não passa pela boca
- Paciente
- Homem, 3 anos
- Comorbidades
- displasia broncopulmonar por prematuridade extrema, hidrocefalia por hemorragia intraventricular grau III do prematuro, com derivação ventriculoperitoneal desde os 2 meses de vida, estenose subglótica grave adquirida por intubação orotraqueal prolongada no período neonatal, disfagia orofaríngea grave, com alto risco de aspiração
- Em uso de
- polivitamínico via gastrostomia, sem broncodilatador ou corticoide inalatório de uso contínuo no momento
- Fatores de risco
- 3 anos e 4 meses de idade; nascido pré-termo extremo, com 25 semanas de idade gestacional, via aérea documentada no prontuário como de intubação orotraqueal extremamente difícil/impossível — motivo pelo qual foi submetido à traqueostomia aos 5 meses de vida, nunca foi submetido a nenhuma tentativa de decanulação, totalmente dependente de gastrostomia para alimentação e medicações, por disfagia orofaríngea grave, derivação ventriculoperitoneal implantada aos 2 meses de vida, revisada uma vez aos 14 meses
- Cenário
- Pronto-socorro pediátrico de hospital de referência para crianças com condição crônica complexa · emergência respiratória domiciliar em criança traqueostomizada, gastrostomizada e portadora de derivação ventriculoperitoneal, trazida pelo SAMURecursos disponíveis: kit de emergência de via aérea à beira-leito: cânula de traqueostomia do mesmo tamanho que Heitor usa e de tamanho imediatamente menor, obturador, cateter de aspiração, ambu com máscara facial, monitorização contínua e oximetria de pulso, equipe de otorrinolaringologia pediátrica disponível por acionamento, equipe de neurocirurgia pediátrica disponível por acionamento, tomografia de crânio disponível, kit de reposição de gastrostomia disponível, serviço social e coordenação de cuidado domiciliar disponíveis por acionamento
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Conduzir a sequência de avaliação e resgate de uma emergência de traqueostomia pediátrica — via aérea, permeabilidade da cânula e troca segura —, reconhecendo quando a via aérea NÃO é 'maskable' e a ventilação precisa ocorrer pelo estoma, nunca pela face.
- • Reconhecer que um problema agudo numa criança dependente de tecnologia pode ter mais de uma causa concorrente (via aérea, gastrostomia, derivação ventriculoperitoneal) e investigar cada dispositivo, em vez de fechar o raciocínio no primeiro achado.
- • Reconhecer sinais de alerta de disfunção de derivação ventriculoperitoneal e não atribuí-los a uma causa benigna sem investigação, mesmo quando o exame momentâneo é tranquilizador.
- • Reconhecer o esgotamento do cuidador como risco clínico para a criança dependente de tecnologia, e coordenar uma rede de suporte, em vez de apenas reforçar que a família 'já foi treinada'.
- • Coordenar a transição de cuidado após uma intercorrência aguda — comunicação com as equipes externas e reposição do estoque domiciliar de emergência —, e orientar a família com honestidade sobre o risco real de recorrência, sem prometer sua ausência.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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