Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Rebeca, 14 meses: diarreia e febre na UBS — resolver, reavaliar ou encaminhar

Preparo

  • Diarreia aguda, desidratação e terapia de reidratação
  • Febre sem sinais localizatórios no lactente
  • Reconhecimento da criança gravemente enferma
Paciente
Mulher, 1 anos
Fatores de risco
14 meses de idade — faixa etária com maior risco de desidratação rápida por diarreia, em aleitamento materno, recusando parcialmente o peito desde o início do quadro
Contexto: Rebeca, 1 ano e 2 meses (14 meses), mora com a mãe numa área urbana coberta pela UBS, sem risco de malária na região; trazida pela mãe, que veio sozinha com ela e que relata não ter conseguido medir a temperatura em casa
Cenário
UBS urbana, sem risco de malária na área de cobertura, com sala de reidratação oral própria para permanência de crianças em Plano B, balança pediátrica, termômetro e SRO (sal de reidratação oral) e zinco disponíveis na farmácia da unidade · demanda espontânea/urgência na UBS — mãe procura a unidade com a filha por diarreia e febre iniciadas há cerca de dois diasRecursos disponíveis: balança pediátrica, termômetro, sais de reidratação oral (SRO) e zinco, disponíveis na farmácia da UBS, sala de reidratação oral com capacidade de observação por algumas horas, material para acesso venoso periférico, se necessário, telefone para acionar a Central de Regulação Médica, se necessário
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Verificar sinais gerais de perigo (capacidade de beber/mamar, vômitos incoercíveis, convulsões recentes, letargia, enchimento capilar, batimento de asa do nariz/gemência) antes de qualquer outra etapa da consulta, em toda criança doente que chega à UBS.
  • • Classificar corretamente o estado de hidratação pelos sinais objetivos da diarreia (desidratação grave, desidratação, sem desidratação) e selecionar o plano de tratamento correspondente (Plano B na unidade, nunca via venosa sem indicação de gravidade).
  • • Classificar a febre sem sinais localizatórios pela ausência ou presença de sinais gerais de perigo, rigidez de nuca, petéquias e abaulamento de fontanela, sem recorrer a antibiótico empírico na ausência de indicação (disenteria, pneumonia, otite ou doença febril muito grave).
  • • Reavaliar formalmente após o período de tratamento (Plano B) antes de decidir alta, reclassificando o quadro em vez de liberar por tempo decorrido.
  • • Orientar sinais de alerta nomeados e agendar retorno programado como conduta ativa, resistindo à pressão familiar por antibiótico sem indicação e reconhecendo um sinal geral de perigo novo mesmo depois de toda a consulta ter corrido bem, reabrindo a indicação de referência urgente quando necessário.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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