Formação
Decisão clínicaResidente
Cor pulmonale na DPOC grave: o oxigênio antes do vasodilatador
Preparo
- Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (CTEPH): rastreio pós-TEP e avaliação de operabilidade
- Hipertensão pulmonar do grupo 3: quando complica DPOC ou doença intersticial e muda o manejo
- Paciente
- Homem, 64 anos
- Comorbidades
- DPOC grave (VEF1 35% do previsto pós-broncodilatador), diagnosticada há 8 anos, sem oxigenoterapia domiciliar prescrita até o momento, ex-tabagista, carga tabágica de 45 anos-maço, cessação há 3 anos, cor pulmonale secundário à DPOC, em investigação nesta interconsulta
- Em uso de
- tiotrópio inalatório 1x/dia, formoterol/budesonida inalatório 12/12h, salbutamol de resgate
- Fatores de risco
- hipoxemia crônica não tratada previamente com oxigenoterapia domiciliar, carga tabágica elevada (45 anos-maço), acompanhamento pneumológico irregular nos últimos 2 anos
- Cenário
- enfermaria de pneumologia, interconsulta de cardiologia · interconsulta hospitalarRecursos disponíveis: gasometria arterial em ar ambiente já coletada, oximetria de pulso contínua disponível na enfermaria, ecocardiograma transtorácico já realizado nesta internação, espirometria prévia registrada em prontuário, equipe de pneumologia disponível para conduta conjunta, ambulatório de pneumologia para seguimento pós-alta, com fila de agendamento
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer o cor pulmonale secundário à DPOC grave como o risco cardiovascular específico imposto pela doença de base, diferenciando-o de insuficiência cardíaca esquerda pela história, pelo exame e pelo ecocardiograma
- • Aplicar os critérios objetivos de indicação de oxigenoterapia domiciliar prolongada (LTOT) e prescrevê-la com a duração diária que sustenta o benefício de sobrevida documentado (uso contínuo de pelo menos 15 horas por dia, incluindo o período de sono)
- • Reconhecer que a terapia vasodilatadora pulmonar específica não é a conduta padrão nem prioritária na hipertensão pulmonar do grupo 3 (por doença pulmonar), ao contrário do que ocorre no grupo 1
- • Excluir tromboembolismo pulmonar crônico e doença cardíaca esquerda oculta antes de atribuir toda a hipertensão pulmonar à doença pulmonar de base, especialmente quando a PSAP estimada é desproporcional à gravidade obstrutiva
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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