Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Convulsão febril, sialorreia e via aérea alta na criança: três reflexos que a emergência pediátrica cobra ao contrário
Preparo
- Síndrome febril na criança
- Paciente
- Homem, 2 anos
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade prévia conhecida, desenvolvimento neuropsicomotor normal para a idade
- Em uso de
- recebeu 1 dose de dipirona em casa antes de vir ao Pronto-Socorro
- Fatores de risco
- esquema vacinal incompleto — penúltima dose de pentavalente (Hib) atrasada, cartão de vacina desatualizado, frequenta creche
- Cenário
- Pronto-Socorro pediátrico de hospital geral, com sala de observação, equipe de anestesiologia e otorrinolaringologia de sobreaviso, e sala cirúrgica disponível para via aérea controlada · emergência pediátrica, da chegada por crise convulsiva febril até a suspeita de obstrução alta grave na mesma visitaRecursos disponíveis: monitorização não invasiva contínua e oxigênio suplementar por blow-by, equipe de anestesiologia e otorrinolaringologia de sobreaviso, sala cirúrgica disponível para via aérea controlada, com material de via aérea cirúrgica de resgate, antibioticoterapia venosa e leito de UTI pediátrica, sala de observação para crise febril simples
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer os critérios de crise febril simples e direcionar a investigação para a causa da febre, evitando tanto investigação neurodiagnóstica desnecessária (EEG, neuroimagem, punção lombar sem indicação) quanto a liberação da criança sem buscar o foco febril.
- • Diferenciar, pela apresentação clínica, uma obstrução alta grave (sialorreia, disfagia, postura em tripé, ausência de pródromo catarral) de laringite viral comum, evitando aplicar o protocolo de crupe a um quadro que não é crupe.
- • Reconhecer que examinar a orofaringe com abaixador de língua, ou agitar/deitar uma criança com suspeita de epiglotite, pode precipitar obstrução completa da via aérea — e por isso nunca deve ser feito antes de a via aérea estar protegida.
- • Planejar o manejo definitivo da via aérea em ambiente controlado, com equipe de anestesiologia e otorrinolaringologia presente e material de via aérea cirúrgica de resgate disponível, evitando tanto a pressa sem retaguarda quanto o atraso por subestimar a gravidade.
- • Comunicar com honestidade o diagnóstico, os riscos e o plano de cuidados ao representante legal da criança, e orientar sinais objetivos de alerta respiratório que justifiquem retorno imediato ao serviço de saúde após a alta.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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