Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Pressão muito elevada na UBS: pseudocrise, causa e o limite entre tratar ali e encaminhar

Preparo

  • Crise hipertensiva: urgência, emergência e lesão aguda de órgão-alvo
Paciente
Mulher, 74 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica de longa data, diabetes mellitus tipo 2 controlado, osteoartrose de joelho
Em uso de
losartana 50mg de 12/12h, hidroclorotiazida 25mg 1x/dia, metformina 850mg de 12/12h
Fatores de risco
está sem losartana e hidroclorotiazida há cerca de uma semana, por falta do medicamento na farmácia da UBS, usa ibuprofeno por conta própria há 5 dias, para dor no joelho
Contexto: viúva, mora sozinha em bairro próximo à UBS, cadastrada e acompanhada pela mesma equipe há vários anos; a filha mora perto, visita quase todo dia e a acompanha às consultas
Cenário
UBS de bairro, unidade de referência de Marlene há vários anos, sem leito de observação prolongada e sem oftalmoscópio disponível na sala de atendimento · demanda espontânea por cefaleia com pressão arterial muito elevada, com retorno programado dias depoisRecursos disponíveis: aferição de pressão arterial e reavaliações seriadas, analgésicos simples (paracetamol, dipirona), dispensação de anti-hipertensivos de uso contínuo, quando em estoque, regulação para vaga hospitalar de referência, transporte sanitário/SAMU para transferência, discussão de caso (matriciamento) com especialista focal
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a pseudocrise hipertensiva (PA muito elevada, sintomas inespecíficos, sem lesão de órgão-alvo) e evitar fármacos de ação rápida que podem precipitar isquemia cerebral ou coronariana.
  • • Diferenciar emergência hipertensiva de pressão muito elevada assintomática a partir de sinais objetivos de lesão de órgão-alvo, não da cifra pressórica isolada.
  • • Buscar ativamente a causa da descompensação (falta de acesso ao anti-hipertensivo, uso de anti-inflamatório não esteroide) e corrigi-la junto com o tratamento, em vez de apenas reagir ao número da pressão.
  • • Reconhecer que a internação hospitalar tem risco próprio para o idoso frágil e não é a conduta mais segura na ausência de sinais de gravidade.
  • • Programar reavaliação ativa em curto prazo, com vaga garantida e sinais de alarme explicados, e reconhecer sinais novos de lesão de órgão-alvo numa reavaliação sem ancorar a conduta na avaliação anterior.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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