Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Comunicação do diagnóstico oncológico ginecológico: entregar a notícia sem abandonar a paciente

Paciente
Mulher, 47 anos
Fatores de risco
tabagismo atual, carga tabágica de aproximadamente 20 anos-maço, ausência de rastreamento citológico (Papanicolau) nos últimos 9 anos, múltiplos parceiros sexuais ao longo da vida, uso inconsistente de preservativo
Contexto: Casada há 22 anos, dois filhos adolescentes que ainda não sabem o motivo desta consulta. Veio acompanhada do marido, que aguarda na sala de espera. Procurou atendimento por sangramento vaginal pós-coital intermitente nos últimos dois meses, já investigado com colposcopia e biópsia dirigida de lesão exofítica no colo uterino.
Cenário
ambulatório de ginecologia oncológica de hospital de referência, consulta agendada especificamente para entrega do resultado da biópsia · consulta ambulatorial de comunicação de diagnóstico, sem intercorrência clínica agudaRecursos disponíveis: sala privativa reservada para entrega de resultados, equipe de ginecologia oncológica disponível para encaminhamento e estadiamento, serviço de psicologia e assistência social do hospital, material escrito de apoio sobre os próximos passos, para entregar à paciente, linha direta de contato do serviço de oncologia para dúvidas antes da próxima consulta
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 1/5Ambiguidade 5/5
O que este caso treina
  • • Estruturar o cenário da entrega de um diagnóstico oncológico — privacidade, tempo sem interrupções, e a decisão sobre incluir acompanhante sempre checada com a própria paciente antes de ser presumida.
  • • Checar o que a paciente já sabe e quanto ela deseja saber antes de revelar o resultado, e comunicar o diagnóstico em linguagem direta e sem eufemismo, em blocos, com pausa para a paciente absorver a informação.
  • • Acolher a reação emocional da paciente sem preencher o silêncio com logística nem minimizar o que ela sente.
  • • Reconhecer que a decisão sobre quem mais é informado do diagnóstico pertence à própria paciente — inclusive diante de pedido de familiar para ocultá-lo —, e respeitar o sigilo profissional tanto no compartilhamento presencial quanto por telefone, revelando informação apenas dentro do escopo que ela autorizou.
  • • Comunicar um prognóstico ainda incerto sem prometer cura e sem antecipar uma sentença de gravidade antes de o estadiamento estar concluído, e encerrar o atendimento com um plano concreto de encaminhamento e de suporte psicossocial.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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