Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Compressão medular aguda não traumática: dor nas costas que vira emergência cirúrgica
Preparo
- Protocolo de imagem da coluna vertebral e sinais de alarme para compressão medular
- Síndrome da cauda equina
- Endocardite infecciosa, infecções de dispositivos e infecções relacionadas à assistência
- Avaliação de risco e profilaxia de tromboembolismo venoso no paciente internado
- Paciente
- Homem, 58 anos
- Comorbidades
- diabetes mellitus tipo 2, doença renal crônica dialítica (hemodiálise 3x/semana) por cateter venoso central de longa permanência em jugular direita
- Em uso de
- insulina NPH, vancomicina prescrita há 3 semanas por bacteremia relacionada a cateter, interrompida após 5 dias por alta a pedido
- Fatores de risco
- cateter venoso central de longa permanência (hemodiálise) ainda em uso, bacteremia por Staphylococcus aureus relacionada a cateter há 3 semanas, tratada de forma incompleta, diabetes mellitus e doença renal crônica dialítica (estados imunossupressores), faltou a duas sessões de hemodiálise na última semana por causa da dor
- Cenário
- Pronto-socorro de hospital geral com ressonância magnética disponível 24 horas, laboratório com hemocultura e marcadores inflamatórios, neurocirurgia acionável por parecer de urgência e infectologia disponível para interconsulta · atendimento de urgência por dor lombar progressiva em paciente com fatores de risco para infecção espinhalRecursos disponíveis: monitorização contínua (PA, FC, FR, SatO2, temperatura), acesso venoso periférico, laboratório com hemograma, PCR/VHS e hemoculturas, ressonância magnética de toda a coluna com contraste disponível para urgência, antibióticos de amplo espectro disponíveis (ceftriaxona, vancomicina), bladder scan à beira-leito, neurocirurgia acionável por parecer de urgência, centro cirúrgico disponível para descompressão de emergência
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que a ausência de febre não afasta abscesso epidural espinhal num paciente com fatores de risco relevantes (cateter vascular de longa permanência, bacteremia estafilocócica mal tratada, imunossupressão), e investigar ativamente antes de liberar.
- • Realizar exame dirigido completo (força, sensibilidade, tônus esfincteriano por toque retal, bladder scan) diante de queixa urinária nova associada a dor lombar, reconhecendo os achados que definem a síndrome da cauda equina como emergência cirúrgica.
- • Solicitar ressonância magnética de urgência de toda a coluna com contraste diante de déficit neurológico evolutivo, e reconhecer por que a punção lombar deve ser adiada até a imagem quando há suspeita de coleção epidural.
- • Reconhecer abscesso epidural espinhal de causa infecciosa e tratá-lo com antibioticoterapia empírica de amplo espectro (cobrindo MRSA) e descompressão cirúrgica de emergência — sem presumir causa neoplásica nem aplicar corticoide fora do contexto em que ele é indicado.
- • Sustentar a duração e a via corretas da antibioticoterapia e instituir prevenção de complicações (tromboembolismo, lesão por pressão, manejo vesical) no paciente imobilizado, reconhecendo que a melhora clínica precoce não substitui o tempo de tratamento estabelecido.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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