Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Complicações tardias do bypass gástrico: do dumping à encefalopatia de Wernicke
Preparo
- Hipoglicemia em não diabético: algoritmo diagnóstico (jejum prolongado, insulina, peptídeo C)
- Deficiências vitamínicas clássicas e seus mimetizadores
- Suplementação e vigilância de micronutrientes após cirurgia bariátrica
- Desnutrição energético-proteica do adulto
- Paciente
- feminino, 42 anos
- Comorbidades
- obesidade grau III em remissão pós-bypass gástrico em Y de Roux (RYGB) há 3 anos, diabetes mellitus tipo 2 em remissão desde a cirurgia (sem medicação hipoglicemiante atual), hipertensão arterial leve, controlada sem medicação desde a perda de peso
- Em uso de
- polivitamínico/mineral pós-bariátrico, com adesão irregular reconhecida pela própria paciente nos últimos meses
- Fatores de risco
- RYGB há 3 anos, com perda de peso superior a 40% do peso pré-operatório, adesão irregular à suplementação de micronutrientes recomendada no pós-operatório, ausência de exame de densitometria óssea (DXA) desde a cirurgia, episódios recorrentes de sintomas pós-prandiais nos últimos 4 meses, ainda não investigados
- Cenário
- acompanhamento ambulatorial de nutrologia pós-bariátrica, com evolução para atendimento de urgência hospitalar durante o arco do caso · seguimento ambulatorial longitudinal com intercorrência agudaRecursos disponíveis: consultório de nutrologia com equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN) disponível para interconsulta, laboratório com glicemia, hemograma, albumina, cálcio, 25-OH-vitamina D, PTH e fosfatase alcalina disponíveis em poucos dias, serviço de endoscopia digestiva alta disponível mediante agendamento, pronto-socorro com glicosímetro capilar, tiamina intravenosa, soro glicosado e magnésio intravenoso disponíveis no estoque, ressonância magnética de crânio disponível, com tempo de espera de várias horas, serviço de densitometria óssea (DXA) disponível mediante agendamento ambulatorial, equipe de cirurgia bariátrica disponível para avaliação de causas anatômicas e para eventual reabordagem cirúrgica
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar dumping precoce de hipoglicemia hiperinsulinêmica pós-prandial tardia (dumping tardio) pelo padrão temporal dos sintomas em relação à refeição, e confirmar o diagnóstico pela Tríade de Whipple em vez de um teste oral de tolerância à glicose padrão, contraindicado nesta população.
- • Instituir a modificação dietética como primeira linha do manejo da hipoglicemia pós-bariátrica antes de escalonar para farmacoterapia, e reconhecer que sulfonilureias e insulina são contraindicadas nesse estado já hiperinsulinêmico.
- • Reconhecer vômitos persistentes após cirurgia bariátrica como sinal de alerta para depleção de tiamina, mantendo limiar baixo para tiamina intravenosa empírica diante do risco de encefalopatia de Wernicke.
- • Sequenciar corretamente o tratamento da encefalopatia de Wernicke suspeita: administrar tiamina antes ou junto com a glicose intravenosa, nunca atrasando o tratamento de nenhuma das duas condições.
- • Organizar a monitorização proteica e óssea/metabólica de longo prazo (albumina, vitamina D, cálcio, PTH, densitometria óssea) como parte integrante do seguimento vitalício pós-bariátrico.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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