Formação

Decisão clínicaResidente

Dona Marlene e o pé que não dói mais: complicações crônicas do diabetes tipo 2

Preparo

  • Neuropatia diabética periférica e autonômica
  • Pé diabético: avaliação de risco e prevenção de úlceras
  • Retinopatia diabética: rastreamento e estadiamento
Paciente
Mulher, 64 anos
Comorbidades
diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos, mal controlado (HbA1c 9,2% há 2 meses), hipertensão arterial sistêmica em tratamento, sobrepeso (IMC 29 kg/m²)
Em uso de
metformina 1000 mg 12/12h, gliclazida MR 60 mg/dia, losartana 50 mg/dia
Fatores de risco
12 anos de diabetes mal controlado sem nunca ter feito rastreio oftalmológico, queimação e formigamento em ambos os pés há cerca de 1 ano, nunca investigados, adesão irregular às medicações, por conta própria relatada
Contexto: Aposentada, mora sozinha, cuida da própria casa e faz caminhadas curtas no bairro. Vem à consulta de rotina do diabetes no ambulatório de clínica médica sem queixa que ela mesma considere urgente — o formigamento nos pés, para ela, é 'coisa da idade'.
Cenário
ambulatório de clínica médica (rede de atenção especializada) · consulta de rotina de acompanhamento do diabetes; dp03 se passa 8 meses depois, numa consulta de retorno não agendada por piora agudaRecursos disponíveis: monofilamento de Semmes-Weinstein 10g e diapasão de 128 Hz disponíveis na sala de exame, encaminhamento para oftalmologia com fundoscopia sob midríase, radiografia simples do pé e marcadores inflamatórios (PCR, VHS) disponíveis, leito de enfermaria clínica e interconsulta de cirurgia vascular disponíveis, se indicada internação
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 2/5
O que este caso treina
  • • Iniciar o rastreio de retinopatia diabética e o exame estruturado do pé na periodicidade correta, sem condicioná-los à presença de sintoma visual ou de lesão já visível
  • • Classificar o risco do pé diabético a partir do exame clínico (perda de sensibilidade protetora, doença arterial periférica, deformidade e história prévia de úlcera/amputação) e programar a periodicidade de reavaliação correspondente
  • • Reconhecer os critérios sistêmicos que classificam uma infecção de pé diabético como grave e que indicam internação, em vez de julgar a gravidade só pela aparência local da ferida
  • • Investigar osteomielite com uma combinação de teste de contato ósseo, radiografia simples e marcadores inflamatórios quando o teste de contato ósseo é positivo, em vez de tratar apenas a infecção de partes moles
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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