Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Colelitíase e coledocolitíase eletiva: da cólica biliar recorrente à via biliar segura

Preparo

  • Complicações pós-CPRE: prevenção da pancreatite pós-procedimento e manejo do sangramento e da perfuração
  • Coledocolitíase: estratificação de risco ASGE e decisão entre CPRE direta, exame confirmatório e observação
  • Princípios de cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia)
  • Consentimento informado e comunicação de riscos cirúrgicos

Estruturas do Atlas: 2

Paciente
Mulher, 54 anos
Comorbidades
obesidade grau I (IMC 31), hipertensão arterial sistêmica controlada
Em uso de
losartana 50mg 1x/dia
Fatores de risco
múltiplos episódios de dor biliar recorrente nos últimos 8 meses, sem cirurgia abdominal prévia, sem uso de anticoagulantes
Contexto: auxiliar de cozinha, trabalha em pé a maior parte do dia; mora com o marido e dois filhos
Cenário
Ambulatório de cirurgia geral de hospital secundário, com ultrassonografia, tomografia, colangiorressonância (CPRM), CPRE com endoscopista disponível e centro cirúrgico eletivo com videolaparoscopia · avaliação ambulatorial eletiva de colelitíase sintomática recorrente, com investigação de suspeita de coledocolitíase associada e colecistectomia videolaparoscópica eletiva programadaRecursos disponíveis: ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada de abdome, colangiorressonância (CPRM), CPRE com endoscopista disponível, colangiografia intraoperatória, centro cirúrgico eletivo com videolaparoscopia e conversão para laparotomia disponíveis
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar colelitíase sintomática (indicação de colecistectomia videolaparoscópica eletiva) de colelitíase assintomática (conduta conservadora), reconhecendo as exceções clínicas que justificam colecistectomia profilática mesmo sem sintomas (vesícula em porcelana, entre outras).
  • • Reconhecer os critérios clínicos, laboratoriais e de imagem que estratificam o risco de coledocolitíase em alto, intermediário e baixo, e escolher a investigação complementar ou a conduta correspondente a cada categoria.
  • • Escolher entre CPRE pré-operatória, exploração cirúrgica da via biliar no mesmo tempo cirúrgico e a manutenção da colecistectomia programada, considerando a expertise local disponível, e nunca deixar a vesícula litiásica sem programação de retirada após tratar isoladamente a via biliar principal.
  • • Reconhecer a pancreatite pós-CPRE como complicação do próprio procedimento endoscópico, distinguindo-a de uma reação leve esperada, e conduzi-la com suporte clínico adequado.
  • • Aplicar a visão crítica de segurança na colecistectomia videolaparoscópica para prevenção da lesão iatrogênica da via biliar, reconhecendo quando adotar uma manobra de resgate (bailout), e conduzir adequadamente uma lesão de via biliar reconhecida no intraoperatório ou suspeitada no pós-operatório.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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