Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Colecistite aguda e colangite: da gravidade do TG18 à urgência da drenagem biliar

Preparo

  • Classificação do estado físico ASA e o modificador de emergência
  • Uso racional de antibióticos em cirurgia
  • Princípios de cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia)

Estruturas do Atlas: 2

Paciente
Mulher, 68 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica controlada
Em uso de
losartana 50mg 1x/dia
Fatores de risco
colelitíase sintomática conhecida há cerca de 3 anos, com cólicas biliares recorrentes, sobrepeso (IMC em torno de 29)
Contexto: aposentada, mora com o marido; a filha mora na mesma cidade e a acompanha nas consultas
Cenário
Emergência de hospital secundário com ultrassonografia disponível 24h, banco de sangue, centro cirúrgico de urgência, radiologia intervencionista para drenagem percutânea, endoscopia digestiva com CPRE e UTI · atendimento de colecistite aguda calculosa, com complicação posterior por colangite aguda por cálculo residual de colédocoRecursos disponíveis: ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada com contraste, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), radiologia intervencionista para drenagem biliar percutânea, centro cirúrgico de urgência 24h, UTI, banco de sangue
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diagnosticar colecistite aguda pelos critérios A/B/C do TG18 (sinal local + sinal sistêmico + achado de imagem), reconhecendo o diagnóstico DEFINITIVO em vez de exigir os quatro sinais clássicos completos ou confiar apenas na imagem.
  • • Graduar a gravidade da colecistite aguda pelos critérios NUMÉRICOS do TG18 (Graus I/II/III), reconhecendo que um único critério objetivo — como leucocitose >18.000/mm³ — já basta para Grau II, e escalonar o cuidado de acordo.
  • • Indicar colecistectomia precoce com base na gravidade e no risco cirúrgico do paciente (Charlson e ASA-PS), não numa janela fixa de 72 horas, e reconhecer a colecistite Grau III com disfunção orgânica como indicação de drenagem/estabilização antes de qualquer cirurgia, nunca de cirurgia imediata no paciente instável.
  • • Obter a visão crítica de segurança antes de dividir qualquer estrutura na colecistectomia, optando por colecistectomia subtotal ou conversão diante de fibrose densa que impeça essa confirmação, para prevenir lesão iatrogênica de via biliar.
  • • Diagnosticar colangite aguda pelos critérios A/B/C do TG18 (não pela tríade de Charcot completa, que tem baixa sensibilidade), reconhecer a colangite Grau III como emergência que exige drenagem biliar de urgência independente da resposta ao tratamento clínico, e nunca atrasar o antibiótico empírico em choque séptico.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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