Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Climatério: indicar terapia hormonal na janela certa, sem ignorar contraindicações

Preparo

  • Sangramento uterino na pós-menopausa
Paciente
Mulher, 53 anos
Fatores de risco
menopausa há 14 meses (amenorreia consecutiva de 12 meses já confirmada), sobrepeso/obesidade grau I (IMC 31 kg/m²), sem outros fatores de risco cardiovascular ou tromboembólico identificados na primeira consulta
Contexto: Trabalha como professora; procura atendimento porque as ondas de calor e a insônia estão atrapalhando o sono e o desempenho no trabalho há vários meses. Sem história pessoal ou familiar de câncer de mama, sem história pessoal de tromboembolismo venoso até o início desta consulta.
Cenário
ambulatório de ginecologia — climatério · consulta eletiva com retornos programados ao longo de mesesRecursos disponíveis: ultrassonografia transvaginal, biópsia de endométrio quando indicada, laboratório geral, estrogênio oral, transdérmico (adesivo/gel) e vaginal em baixa dose (creme/comprimido/anel), progestagênios orais, orientação sobre alternativas não hormonais
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer sintomas vasomotores e geniturinários do climatério como indicação legítima de terapia hormonal, e completar uma anamnese dirigida — sangramento vaginal, antecedentes oncológicos e tromboembólicos — antes de decidir a conduta.
  • • Investigar sangramento vaginal pós-menopausa não explicado ANTES de iniciar terapia hormonal sistêmica, nunca prescrever assumindo que um episódio isolado e já cessado dispensa avaliação endometrial.
  • • Aplicar o conceito de janela de oportunidade (idade menor que 60 anos ou até 10 anos da menopausa) para individualizar a relação risco-benefício, escolher a via de administração (transdérmica preferível à oral diante de fator de risco tromboembólico) e o esquema (estrogênio sempre combinado com progestagênio quando o útero está presente).
  • • Reconhecer contraindicação absoluta documentada (tromboembolismo venoso, sangramento não investigado) surgida durante o seguimento e suspender a terapia hormonal sistêmica prontamente, sem presumir que a via transdérmica é isenta desse risco.
  • • Oferecer estrogênio vaginal em baixa dose para sintoma geniturinário isolado quando a terapia sistêmica está contraindicada, e orientar a paciente sobre risco-benefício, duração de uso e reavaliação periódica sem impor suspensão arbitrária nem apresentar a terapia hormonal como estratégia de prevenção cardiovascular.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado