Formação

CondutaResidente

Cirrose hepática descompensada: ascite, peritonite bacteriana espontânea e encefalopatia

Preparo

  • Síndrome hepatorrenal: critérios diagnósticos atualizados, terlipressina e indicação de transplante
  • Procedimentos diagnósticos à beira do leito — toracocentese, paracentese e punção lombar
  • Profilaxia de hemorragia varicosa: rastreamento não invasivo, programa de ligadura elástica e escolha entre betabloqueador e terapia endoscópica
Paciente
Homem, 57 anos
Comorbidades
cirrose hepática de etiologia alcoólica, Child-Pugh B, hipertensão arterial sistêmica leve
Em uso de
losartana 50 mg/dia
Fatores de risco
etilismo de longa data, abstinente há 4 meses, sem uso de anti-inflamatórios ou outros nefrotóxicos recentes
Contexto: motorista aposentado, mora com a esposa, rede de apoio familiar presente e atuante nas visitas
Cenário
Ambulatório de hepatologia e enfermaria de Clínica Médica de hospital geral, com uma internação por intercorrência infecciosa aguda ao longo do acompanhamento · acompanhamento longitudinal da descompensação cirrótica — primeira ascite, rastreio de varizes, ascite refratária e um episódio de peritonite bacteriana espontânea — com reavaliações evolutivas ao longo de semanasRecursos disponíveis: paracentese diagnóstica e de alívio, albumina humana, diuréticos orais (espironolactona e furosemida), cefotaxima intravenosa, endoscopia digestiva alta, betabloqueador não seletivo (propranolol ou nadolol), norfloxacino para profilaxia, avaliação para TIPS e transplante hepático
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Conduzir a descompensação do cirrótico com nova ascite, indicando paracentese diagnóstica sem exigir correção rotineira e injustificada de coagulopatia leve.
  • • Diagnosticar e tratar a peritonite bacteriana espontânea com antibioticoterapia empírica baseada na contagem de PMN do líquido ascítico (≥250 células/mm3), sem aguardar confirmação por cultura, e associar albumina conforme indicado.
  • • Reconhecer a síndrome hepatorrenal e evitar sua indução iatrogênica, tanto pela escalada de diuréticos diante de piora da função renal quanto pela paracentese de grande volume sem reposição adequada.
  • • Indicar corretamente a profilaxia primária de hemorragia varicosa (betabloqueador não seletivo ou ligadura elástica) e reconhecer condutas abandonadas por excesso de dano documentado.
  • • Abordar a encefalopatia hepática como diagnóstico de exclusão, buscando ativamente o fator precipitante antes de atribuir o rebaixamento do nível de consciência apenas à hepatopatia.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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